

A Justiça concedeu à Casas Bahia o chamado *stay period*, período de proteção temporária contra a cobrança de credores, após reconhecer que bloqueios judiciais e uma corrida pelo patrimônio do grupo poderiam comprometer a reestruturação da empresa. A decisão foi tomada pela juíza Tainá Maria Leonardo de Oliveira na sexta-feira (28). As informações foram divulgadas pela Folha de S. Paulo.
Com R$ 17,3 bilhões em dívidas, a Casas Bahia pediu recuperação judicial em 16 de agosto. Dez empresas da holding fazem parte da ação, incluindo Casas Bahia, Ponto Frio, Extra.com, Bartira e subsidiárias de logística e tecnologia. A proteção não inclui execuções fiscais, créditos tributários e outras obrigações não elegíveis à recuperação judicial.
A magistrada também determinou que o BTG Pactual restabeleça, em 24 horas, o acesso da varejista às contas e aos extratos bancários. Cielo, Getnet e Redecard terão 48 horas para liberar fluxos de pagamentos de recebíveis retidos, além de apresentar informações sobre os valores bloqueados.
Horas antes da decisão, a Casas Bahia desistiu do pedido de ressarcimento de R$ 422 milhões contra o Banco do Brasil. O banco havia negado o débito e acusado a varejista de litigância de má-fé. Segundo a empresa, as partes mantêm tratativas para resolver o impasse.