

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri) realizou, nesta quinta-feira (27), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), uma reunião para discutir a elaboração de um acordo de cooperação voltado à estruturação de ações capazes de identificar, analisar e dar mais agilidade aos processos relacionados a empreendimentos interessados em se instalar no estado e alinhados às diretrizes estratégicas da Bahia. Participaram do encontro representantes da Seagri, da Casa Civil, da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), da Bahiainveste e da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb).
A proposta prevê a construção de um modelo integrado para análise dos projetos, considerando aspectos como os impactos econômicos e produtivos dos investimentos para o estado, além dos procedimentos relacionados ao licenciamento ambiental, às outorgas e às demais exigências previstas na legislação. Os empreendimentos também deverão estar alinhados a políticas estratégicas estaduais, como o Programa Estadual de Transição Energética (Protener), o Programa de Desenvolvimento Integrado (PDI) 2035 e o Plano ABC+ Bahia.
A iniciativa busca fortalecer a integração entre o poder público e o setor produtivo e deverá envolver instituições ligadas ao setor agropecuário baiano, universidades, centros tecnológicos e instituições de pesquisa. A proposta é criar condições para que novos investimentos sustentáveis sejam analisados de forma mais ágil, segura e articulada, sem abrir mão do cumprimento das normas ambientais e das diretrizes de desenvolvimento sustentável do estado.
A expectativa é que o modelo amplie a articulação entre os órgãos envolvidos, proporcionando maior previsibilidade aos empreendedores e contribuindo para o fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis e para a geração de novas oportunidades de desenvolvimento econômico na Bahia. Outro ponto discutido durante a reunião foi a necessidade de fortalecer a estrutura de pessoal de órgãos estratégicos, como a Seagri e o Inema, ampliando a capacidade técnica de análise, acompanhamento e monitoramento dos projetos e garantindo maior eficiência na condução dos processos.
Foto: Tiago Dantas