

A vice-prefeita de Campo Grande e secretária municipal de Assistência Social, Camilla Nascimento, foi alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal nesta terça-feira (25). As medidas atingiram a residência e o gabinete da gestora.
A ação faz parte da Operação Presciência, que investiga possíveis irregularidades na aplicação de R$ 1,2 milhão de recursos da Previdência municipal em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master.
Ao todo, foram cumpridos seis mandados por determinação da 3ª Vara Federal de Campo Grande. A Justiça também autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados. Segundo a PF, o caso apura suspeitas de gestão temerária, corrupção passiva e corrupção ativa.
As investigações começaram após um relatório de auditoria do Ministério da Previdência Social apontar possíveis falhas no processo que levou à aplicação dos recursos. A suspeita é de que procedimentos técnicos e administrativos não tenham sido devidamente observados, aumentando a exposição do dinheiro previdenciário a riscos.
Camilla Nascimento comandou o Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG) entre 2017 e 2024.
Recursos foram recuperados
Apesar das suspeitas investigadas, o IMPCG informou que os R$ 1,2 milhão investidos no Banco Master foram recuperados em março deste ano, após terem ficado retidos com a liquidação da instituição financeira.
O município recorreu à Justiça para obter o ressarcimento e conseguiu uma decisão favorável. Segundo o instituto, o valor foi devolvido devidamente atualizado, evitando prejuízos aos cofres públicos.
Outros municípios de Mato Grosso do Sul, como Jateí, Angélica e Fátima do Sul, também tinham recursos previdenciários aplicados no Banco Master.
Em nota, o IMPCG afirmou que acompanha as investigações e presta os esclarecimentos solicitados pelas autoridades. A Prefeitura de Campo Grande também declarou que continua colaborando com as apurações.
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