

A votação da PEC que prevê mudanças na escala de trabalho 6×1 pode ficar para depois das eleições de 2026. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), teria sinalizado a aliados que não pretende levar a proposta imediatamente ao plenário, mesmo que o texto avance na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Antes de chegar ao plenário, a PEC deve ser analisada pela CCJ. O senador Omar Aziz (PSD-AM), relator da matéria, deve apresentar seu parecer até o fim desta semana. A expectativa é que a comissão vote o texto na próxima semana.
Após a apresentação do relatório, o presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), poderá conceder pedido de vista. O prazo pode variar de uma hora a 24 horas. Encerrado o período, a proposta poderá retornar à pauta para votação.
Decisão depende do cenário eleitoral
A principal dificuldade para Alcolumbre estaria na votação em plenário. A oposição é contrária à proposta e pode ter peso nas articulações para a eleição da Presidência do Senado em 2027.
Por isso, a estratégia seria aguardar o resultado das eleições presidenciais antes de decidir o futuro da PEC.
Segundo a sinalização atribuída ao presidente do Senado, caso Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja reeleito, a proposta poderá ser levada ao plenário. Se Flávio Bolsonaro (PL) vencer a eleição, a tendência seria manter a matéria parada.
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado



