sexta, 21 de agosto de 2026
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FESTIVAL BAIANO DE CAFÉS CRESCE 73% EM GERAÇÃO DE NEGÓCIOS E MOVIMENTA R$ 520 MIL EM 2026

Victoria Isabel - 21/08/2026 17:18

A quarta edição do Festival Baiano de Cafés encerrou com R$ 520 mil em negócios gerados, resultado 73,3% superior àquele registrado em 2025. Realizado nos dias 15 e 16 de agosto, no Trapiche Barnabé, em Salvador, o evento também teve recorde de público, mais de 3 mil visitas diárias, reuniu 71 marcas e ampliou a participação do interior da Bahia na cadeia dos cafés especiais.

“Esse ano fizemos história. Tanto em visitantes no evento, quantidade de expositores, recorde de vendas, qualidade da organização, premiações e metas de ESG atingidas. O Festival já se calendarizou como evento sólido no cenário cultural e econômico de Salvador e da Bahia inteira, que acontece com ou sem apoio das instituições públicas e privadas”, comemorou Brenda Matos, especialista em cafés de qualidade e organizadora do evento.

Para ela, a distribuição geográfica dos participantes ajudou a dimensionar o alcance do evento para além da capital. Das 71 marcas presentes, 63,4% vieram do interior da Bahia, enquanto 29,6% eram de Salvador e 7% vieram de outros estados.

A presença majoritária de empreendimentos do interior reforça uma das propostas do festival: aproximar diferentes elos da cadeia, conectando produtores, torrefações, cafeterias, especialistas, compradores e consumidores. A programação reuniu palestras, oficinas, degustações, cuppings e outras atividades de formação e experiências em torno dos cafés especiais.

“O presente do café nos pede compromisso com a transformação e é essa a nossa maior meta. Transformar o cenário de cafés da Bahia e trazer muito mais visibilidade para o nosso trabalho. Ano que vem o café completa 300 anos de chegada ao Brasil e nós temos muito o que resgatar sobre isso

Mulheres foram 70,8% entre palestrantes e oficineiros

Os indicadores da programação também revelam a diversidade entre os profissionais que ocuparam os espaços de formação e compartilhamento de conhecimento. As mulheres representaram 70,8% dos palestrantes e oficineiros da quarta edição.

Entre os participantes dessas atividades, 50% eram LGBTQIAPN+ e 41,7% se autodeclararam pessoas pretas ou pardas.

O protagonismo feminino dialoga diretamente com um dos eixos da edição de 2026, que colocou as mulheres na cafeicultura no centro da programação, ampliando a visibilidade para diferentes trajetórias e atuações dentro da cadeia produtiva.

ABIC leva projeto de nano e microtorrefações ao festival

A quarta edição também contou com a participação da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), que realizou a Arena de Torra em parceria com a Kaleido. No espaço, a entidade apresentou o Projeto ABIC Nano Torrefações, iniciativa voltada ao fortalecimento de nano e microtorrefações no Brasil.

A Arena de Torra proporcionou uma experiência de imersão sensorial e levou ao público conteúdos relacionados à torra e à educação sobre café, aproximando consumidores e profissionais de uma etapa determinante para as características da bebida e para a atuação das pequenas torrefações no mercado.

Cafés de Piatã e Morro do Chapéu ocupam pódio

A produção baiana também ganhou destaque na premiação dos melhores cafés apresentados no festival. O primeiro lugar foi conquistado pelo café Fazenda Divino Espírito Santo, de Piatã, na Chapada Diamantina, conquistou o primeiro lugar. Na segunda colocação ficou a RF Martinelli/Café dos Ventos, de Morro do Chapéu, enquanto o terceiro lugar foi para o Café Grão de Luz, também de Piatã.

Além do reconhecimento, o café vencedor receberá como prêmio a produção de um documentário realizado na fazenda, que será exibido durante o Festival Baiano de Cafés de 2027. A iniciativa levará para a próxima edição a história por trás do café vencedor, seu território e o processo de produção.

A premiação reconheceu não apenas os cafés apresentados, mas também produtores e torrefadores envolvidos nas diferentes etapas que levam o grão do campo à xícara. Com três colocados provenientes do interior baiano, o resultado reforça a força da produção do estado e se soma à participação majoritária de marcas de municípios baianos na quarta edição do festival.

 

Fotos: GRIMPO

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