quarta, 19 de agosto de 2026
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CRISE NO GRUPO CASAS BAHIA AFETOU 43 MIL EMPREGADOS

Hugo Leite - 19/08/2026 08:23

A crise no Grupo Casas Bahia resultou em 43 mil pessoas afetadas em seus empregos, desde que a empresa passou a se unir à rede Ponto Frio. Esse número representa a Arena Fonte Nova, em Salvador, quase lotada.

De acordo com informações do site Metrópoles com base na análise dos balanços divulgados pelo grupo, que pediu recuperação judicial no domingo (16) para negociar dívidas estimadas em R$ 17,3 bilhões.

O relatório financeiro do quarto trimestre de 2010 aponta que a companhia contava com 63.320 funcionários. Atualmente, segundo informações presentes no pedido de recuperação judicial, o grupo tem cerca de 20 mil trabalhadores. Daí a redução de 43,3 mil empregados, com cortes que resultaram tanto da digitalização como da crise que atingiu a companhia.

Se considerados os últimos 10 anos, os números não são menos impressionantes. No primeiro trimestre de 2016, o total de trabalhadores era de 50.530. Nesse caso, a redução foi de pouco mais de 30 mil postos de trabalho na comparação com o quadro atual. O último corte maciço na Casas Bahia foi anunciado neste mês. Em agosto, foram demitidos 3 mil funcionários. A empresa também afirmou que fecharia quase 300 lojas.

Crise geral

À primeira vista, o varejo passa por crise generalizada, somando-se à Casas Bahia os recentes casos de pedidos de recuperação judicial da Marabraz e da Tok&Stok, do Grupo Toky, que também inclui a Mobly. Mas a situação, embora não seja animadora, não é tão ruim.

Dados do Monitor RGF-Bizdoc confirmam crescimento do número de empresas de varejo em recuperação judicial. De junho de 2025 a junho de 2026, o total de companhias nessa situação saltou de 819 para 986 empresas, o que resultou em alta de 20,4% em 12 meses.

Falências

O varejo, contudo, tem a menor proporção de empresas em recuperação judicial entre os grandes setores da economia. No caso, trata-se de 0,16 processo para cada mil firmas ativas. A média nacional é de 0,30.

As varejistas, no entanto, lideram o mesmo ranking quando o assunto é falências. São 686 empresas que fecharam as portas para 986 em recuperação judicial. Isso resulta em uma falência para cada 1,4 recuperação.

 

Foto: Divulgação.

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