

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) identificou a causa da cratera que afeta o km 604 da BR-324, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. O problema surgiu em julho e, desde então, tem provocado congestionamentos e transtornos aos motoristas.
Segundo o órgão, sondagens, estudos geofísicos, inspeções e testes realizados no local apontaram que a água estava circulando pelo interior do aterro da rodovia. O fluxo carregou parte do material, provocando a formação de vazios e a perda de sustentação em determinados pontos.
Como consequência, o pavimento apresentou abatimentos e comprometimento estrutural.
De acordo com o DNIT, a recuperação será realizada em duas frentes. A primeira prevê a construção de um novo bueiro para conduzir a água de maneira segura e controlada.
A estrutura será implantada pelo método não destrutivo, o que deve reduzir a necessidade de intervenções na pista e permitir a manutenção da fluidez do tráfego durante os trabalhos.
A segunda etapa será o tratamento do aterro. O órgão pretende realizar injeções de material cimentício para preencher os vazios existentes e reforçar os pontos que perderam resistência.
Após a entrada em funcionamento do novo bueiro, o dispositivo antigo será desativado e tamponado.
O DNIT informou que está adotando as providências necessárias para contratar os serviços de recuperação do trecho.
Enquanto a intervenção definitiva não for executada, a área continuará sendo monitorada permanentemente. Segundo o departamento, medidas serão adotadas para preservar a segurança dos usuários e manter a fluidez do tráfego.
A primeira cratera apareceu em 7 de julho, no km 604 da BR-324, nas proximidades do antigo posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Simões Filho. O problema afetou os dois sentidos da rodovia.
Na ocasião, uma inspeção técnica identificou trincas e afundamento no pavimento. A avaliação inicial apontou uma falha estrutural em um antigo bueiro localizado sob o aterro.
A deterioração provocou a perda de material da camada de suporte da pista e comprometeu a estabilidade das faixas de rolamento, exigindo intervenções emergenciais no trecho.
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