

A Braskem vem acelerando a conversa com seus credores e o lucro líquido de R$ 3,326 bilhões no segundo trimestre deste ano, está ajudando nas conversas. Mas o dia 24 de agosto está chegando e, nesse dia, termina a tutela cautelar por 60 dias na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca da Capital do Estado de São Paulo que suspendia as execuções de credores. As negociações vêm se intensificando e a Braskem precisa do apoio de credores que detenham ao menos um terço de sua dívida para evitar um pedido de recuperação judicial.
O resultado do 2º semestre foi beneficiado principalmente pela melhora dos ganhos com os produtos químicos e petroquímicos, que tiveram alta nos preços por conta da guerra no Irã. Mas a empresa tem uma dívida de US$ 10,3 bilhões e fez teleconferência de resultados para apresentar o balanço do segundo trimestre deste ano. Segundo O Globo, o diretor financeiro e de relações com investidores da empresa, Carlos Brandão, disse que as negociações com bancos e donos de títulos (bondholders) estão ocorrendo de forma positiva.
“Temos grandes interações com os dois principais blocos de credores, um mais concentrado em credores do mercado financeiro bancário, os grandes bancos que servem a companhia, e outro grupo mais ligado aos detentores de bonds, que também participam do nosso ecossistema de estrutura de capital. A discussão é frequente e construtiva. E estamos positivos na construção e resolução de uma solução definitiva para a estrutura de capital da empresa”disse o diretor.
Comemorando os resultados, o novo presidente da Braskem, Hélcio Tokeshi, disse em teleconferência que a empresa deu início a uma nova fase e que o objetivo é ter “bases financeiras sólidas que permitam à Braskem gerar valor de maneira consistente ao longo do tempo”.
O dia 24 de agosto está chegando, mas a expectativa é que haja um acordo entre os credores para um pedido de recuperação extrajudicial.