

Depois de registrar um lucro líquido ajustado de R$ 12,5 milhões no segundo semestre, 95,8% abaixo do apurado no mesmo período do ano passado, a Hapvida planeja aumentar em percentuais de dois dígitos contratos de quase 1 milhão de consumidores nos próximos meses. A decisão foi informada pelo CEO da operadora, Luccas Adib, nesta quinta-feira (13) durante teleconferência dos resultados financeiros da companhia com analistas e investidores.
A Hapvida é a maior operadora do país, com 8,5 milhões de usuários. Os 947 mil contratos em avaliação para reajuste ou rescisão são principalmente coletivos, e equivalem a 12% dos contratos do tipo na carteira da companhia.
Segundo a operadora, as medidas são necessárias porque os contratos ou estão inadimplentes ou têm mensalidades “muito abaixo” da média da empresa e da concorrência na região onde estão localizados.Desse modo, a operadora deve cobrar faturas em atraso e reajustar os convênios em “duplo dígito forte”, detalhou Lucas Garrido, vice-presidente financeiro da Hapvida.
Em último caso, os consumidores podem ter o convênio cancelado, sempre na data de aniversário do contrato. — Parte dessas vidas pode ser descontinuada se não conseguirmos aplicar os aumentos necessários ou cobrar as faturas em atraso. Em qualquer caso, seja na saída ou na permanência, esse movimento será positivo para o caixa da companhia — justificou o executivo.



