

O ex-prefeito de Salvador e candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), e o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), acusaram o Governo do Estado e o consórcio responsável pela Ponte Salvador-Itaparica de utilizar a divulgação do projeto com finalidade eleitoral. Durante evento realizado nesta quinta-feira (13), os dois afirmaram que pretendem recorrer à Justiça para questionar a publicidade relacionada à obra.
ACM Neto declarou que medidas legais e judiciais serão apresentadas para apurar uma possível irregularidade eleitoral. Segundo ele, a divulgação da ponte teria características semelhantes à comunicação institucional do Governo da Bahia e ocorreria em um período no qual a legislação eleitoral restringe a publicidade de obras públicas.
“Nós vamos dar entrada amanhã com medidas legais e judiciais”, afirmou o candidato.
ACM Neto também acusou o consórcio de cometer um suposto crime eleitoral e defendeu que a Justiça Eleitoral analise o material divulgado e determine se houve violação das regras.
“Eu quero denunciar um crime eleitoral que o consórcio está cometendo. Nós, inclusive, vamos dar entrada até amanhã com diversas medidas legais e judiciais”, declarou ACM Neto. “Vocês podem ver que até as fotos são parecidas com as do Governo do Estado. Estamos no período em que a legislação veda qualquer tipo de propaganda de obras públicas”.
O candidato também questionou a origem dos recursos utilizados na divulgação da Ponte Salvador-Itaparica e afirmou que os custos poderiam estar sendo pagos com dinheiro público.
“Quem está pagando essa conta? Essa conta está sendo paga pelos contribuintes”, afirmou.
Para ACM Neto, a publicidade teria “um viés de ação eleitoral” e poderia influenciar o processo eleitoral de 2026.
As declarações foram feitas durante uma sessão especial em homenagem aos 215 anos da Associação Comercial da Bahia (ACB), realizada na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). A solenidade reuniu políticos, empresários e representantes do setor comercial para celebrar a trajetória da instituição, fundada em 1811.
Bruno Reis também criticou a quantidade de peças publicitárias relacionadas à Ponte Salvador-Itaparica e afirmou que pretende solicitar uma investigação criminal, caso seja necessário, para apurar a origem dos recursos utilizados na campanha e uma eventual finalidade eleitoral.
“A cidade está cheia de outdoor com dinheiro que é do contribuinte”, afirmou o prefeito.
Bruno Reis classificou a situação como possível desperdício de dinheiro público e afirmou que a publicidade pode representar uma violação da legislação eleitoral.
“Uma fraude à lei eleitoral, que deve ser punida. Esse abuso de poder econômico, porque ali é dinheiro público”, declarou.
As acusações ocorrem em meio à disputa eleitoral pelo Governo da Bahia em 2026. ACM Neto é candidato da oposição, enquanto o governador Jerônimo Rodrigues (PT) busca a reeleição.
Os questionamentos apresentados por ACM Neto e Bruno Reis ainda dependem de análise dos órgãos competentes. Cabe à Justiça Eleitoral avaliar eventual irregularidade na publicidade e verificar a origem e a legalidade dos recursos utilizados.
A Ponte Salvador-Itaparica é um dos principais projetos de infraestrutura em andamento na Bahia e tem sido alvo de debates políticos ao longo dos últimos anos. Em julho de 2026, informações divulgadas pela imprensa apontaram que o projeto executivo da obra ainda passava por etapas de revisão, enquanto avançavam atividades relacionadas à engenharia e ao planejamento do empreendimento.
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