

Os filhos do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), constituíram uma nova empresa de participações com o empresário baiano Rodrigo Barbosa de Sousa, cuja família controla companhias que atuam com serviços tributários e tecnologia fiscal.
A sociedade entre Matheus e Letícia Ferreira de Freitas e o consultor foi formalizada em junho. Tarcísio e um dos controladores das empresas citadas negam a existência de conflito de interesses. As informações são da Folha de S.Paulo.
A companhia, denominada BR Invest, possui capital social declarado de R$ 60 mil, dos quais R$ 20 mil já foram aportados. As participações estão divididas igualmente entre a Ferreira de Freitas Participações, pertencente aos filhos do governador, e a RB Par Ltda., consultoria de gestão empresarial sediada em Lauro de Freitas, na Bahia.
Matheus Ferreira de Freitas, de 27 anos, representa a empresa dos irmãos na BR Invest e administra o novo negócio ao lado de Rodrigo, também de 27 anos e natural de Salvador. Antes de ingressarem na nova sociedade, Matheus e Letícia, de 19 anos, abriram a Ferreira de Freitas Participações em 6 de fevereiro. Registrada como microempresa em Barueri, na Grande São Paulo, a companhia declarou capital de R$ 10 mil e tem como atividades a consultoria empresarial e a intermediação de negócios.
Rodrigo é o responsável pela RB Par e também possui a RBS Corporate Finance, empresa voltada à otimização financeira. Em seu site, a companhia informa que somente recebe remuneração quando o trabalho gera benefício econômico efetivo para o cliente. O empresário é filho de Luciano Santos de Sousa, controlador da Lex Tax e da All Tax. Luciano foi subsecretário da Fazenda da Bahia no fim da década de 1990. Atualmente, aparece como sócio-diretor da Lex Tax e co-CEO da All Tax.
Em nota, Tarcísio contestou a tentativa de relacionar os negócios particulares dos filhos às decisões tomadas pelo governo paulista. O governador declarou que “repudia a tentativa de expor e associar as atividades privadas de seus filhos a assuntos relacionados ao governo do estado”.
“Suas vidas pessoais e profissionais sempre foram conduzidas de forma absolutamente independente e sem qualquer vínculo com a administração estadual. Não houve qualquer agenda, reunião ou audiência do governador, nem de seu gabinete, com representantes das empresas mencionadas”, concluiu a nota.
O contrato social da BR Invest prevê a possibilidade de entrada de investidores externos, aquisição de participações em outras companhias e venda total ou parcial da sociedade. O documento também autoriza aportes por meio de adiantamentos destinados a um futuro aumento de capital e por empréstimos concedidos pelos próprios sócios.



