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PLANO SAFRA VIABILIZA PRODUÇÃO DE UVAS DO NORDESTE AO SUL DO BRASIL

Hugo Leite - 05/08/2026 11:13

Da Serra Gaúcha ao Vale do São Francisco, milhares de quilômetros separam duas regiões brasileiras marcadas por climas, paisagens e formas de cultivo diferentes. O que as aproxima é a força da viticultura e as histórias de famílias que encontraram no cooperativismo e no Plano Safra o apoio necessário para investir, crescer e manter vivo o legado construído no campo.

Presente em diferentes regiões do país, a viticultura brasileira reúne características únicas. Em 2025, de acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) do IBGE, a produção nacional de uvas consolidou sua recuperação atingindo 2,2 milhões de toneladas. Esse volume representou um crescimento expressivo de 19,1% em relação ao ciclo anterior, impulsionado pela estabilidade climática nos parreirais e pelo consequente aumento da produtividade média nacional, que chegou a 25.194 kg/ha.

Nesse cenário, o Rio Grande do Sul permanece como o maior produtor do país, concentrando cerca de 46,6% da produção nacional, com destaque para a Serra Gaúcha, reconhecida pela tradição no cultivo de uvas destinadas à produção de vinhos, sucos e também ao consumo in natura.

Já o Vale do São Francisco, situado no polo entre Pernambuco e Bahia, consolidou-se como o principal ecossistema brasileiro para uvas finas de mesa e o gigante do comércio exterior. Segundo dados de inteligência de mercado coletados pela Embrapa Semiárido e pelo Cepea/USP, a região responde por cerca de 95% das uvas de mesa exportadas pelo Brasil. Graças ao manejo de alta tecnologia associado à irrigação e ao clima semiárido, o polo produz e abastece o mercado interno continuamente ao longo de todo o ano, transportando a fruta brasileira para dezenas de países.

Embora possuam características geográficas e fins comerciais muito diferentes, as duas regiões demonstram a robustez da fruticultura nacional. O ano de 2025 evidenciou como o investimento em novas cultivares, a tecnologia de precisão e o forte cooperativismo regional contribuem diretamente para o desenvolvimento econômico das propriedades rurais e para o sustento das milhares de famílias que vivem da cadeia da uva.

Da força do semiárido à tradição da Serra Gaúcha

Se no semiárido nordestino a irrigação permite colher uvas praticamente o ano inteiro, no Sul do país é o clima que favorece o desenvolvimento dos parreirais. Em Nova Roma do Sul (RS), a viticultura também representa tradição, trabalho e continuidade familiar.

Cooperados da Cresol Planalto Serra Sul desde 2023, Márcio Sundstron e Adriane Triches Tonato Sundstron dão sequência a uma história iniciada pelos pais. Hoje, a família cultiva as variedades Niágara, Bordeaux, Concord e Cora, além de investir na produção de citros para diversificar a renda da propriedade.

Com apoio do Plano Safra, a família investiu na construção de um pavilhão e na aquisição de trator, pulverizador e outros equipamentos que facilitaram o trabalho diário e aumentaram a produtividade.

Para a gerente Flávia Pauletti, a trajetória dos cooperados demonstra o resultado de um trabalho planejado e do acompanhamento realizado pela Cresol. Segundo ela, a família sempre buscou investir na qualidade da produção e conta com o apoio da cooperativa em todas as etapas da atividade, desde o custeio e os seguros até o planejamento de novos investimentos.

“Desde que passaram a contar com a Cresol, percebemos uma evolução constante da propriedade e das culturas cultivadas”, destaca Flávia.

 

Foto: Reprodução/ Vinícola Casa Geraldo

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