

A Bahia ocupa a 7ª posição no Brasil em número de empresas comerciais e de trabalhadores do setor, mas aparece apenas na 20ª colocação no ranking de salários médios, pagando o 8º menor rendimento do país aos empregados do comércio. Os dados são da Pesquisa Anual de Comércio (PAC) 2024, divulgada pelo IBGE.
Em 2024, o estado contabilizou 96.993 unidades locais de empresas comerciais ativas, o equivalente a 5,3% do total nacional (1.817.226). O número representa o maior contingente do Norte e Nordeste e o sétimo maior entre as 27 unidades da Federação. O ranking é liderado por São Paulo (503.446 empresas), seguido por Minas Gerais (203.796) e Rio de Janeiro (108.409).
A Bahia também registrou o 7º maior número de trabalhadores do setor comercial, com 488.177 pessoas ocupadas, o que corresponde a 4,6% dos 10,6 milhões de empregados do comércio no país. Novamente, foi o maior contingente entre os estados nordestinos.
Apesar da dimensão do setor, o comércio baiano apresenta uma das menores médias de empregados por empresa. Cada estabelecimento possui, em média, cinco trabalhadores, índice que coloca o estado na 23ª posição nacional, acima apenas de Goiás, Alagoas, Piauí e Pernambuco. A média brasileira é de 5,8 empregados por empresa.
Receita supera R$ 338 bilhões
A receita bruta de revenda das empresas comerciais baianas alcançou R$ 338,8 bilhões em 2024, a 8ª maior do país e a maior do Norte-Nordeste. O montante representa 4,1% da receita nacional do setor, que totalizou R$ 8,36 trilhões.
São Paulo (R$ 2,4 trilhões), Minas Gerais (R$ 830,9 bilhões) e Paraná (R$ 651,3 bilhões) lideram o ranking nacional de faturamento.
Salário médio está entre os menores do Brasil
Mesmo figurando entre os maiores mercados comerciais do país, a Bahia pagou salário médio de R$ 2.174 aos trabalhadores do setor em 2024. O valor é 18,2% inferior à média nacional, de R$ 2.676, e coloca o estado na 20ª posição entre as unidades da Federação, com o 8º menor rendimento médio.
No Nordeste, a Bahia também ficou atrás de Pernambuco, onde o salário médio foi de R$ 2.225. Os maiores salários do país foram registrados em São Paulo (R$ 3.292), Mato Grosso (R$ 2.930) e Tocantins (R$ 2.873).
Varejo concentra empresas e empregos
O comércio varejista continua sendo o principal segmento do setor na Bahia. Ele reúne 77.101 empresas, o equivalente a 79,5% dos estabelecimentos comerciais do estado, e emprega 369.932 trabalhadores, representando 75,8% do total.
O atacado aparece na segunda posição, com 12.199 empresas (12,6%) e 74.919 trabalhadores (15,3%). Apesar da diferença no número de empresas, o segmento responde por 42,6% da receita do comércio baiano, totalizando R$ 143,5 bilhões, enquanto o varejo movimentou R$ 164,8 bilhões, equivalente a 48,6% do faturamento estadual.
Já o comércio de veículos automotores e motocicletas reúne 7.693 empresas (7,9%), emprega 43.326 pessoas (8,9%) e registrou receita de R$ 30,5 bilhões, correspondente a 9% do total do comércio baiano.
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