

Andrea Pirlo não será o novo técnico da seleção da Itália. O ex-meia e campeão mundial de 2006 revelou, nesta segunda-feira (27), que foi informado pela Federação Italiana de Futebol (FIGC) de que não faz mais parte dos planos para assumir o comando da Azzurra, encerrando uma negociação que parecia encaminhada nos últimos dias.
Em uma publicação nas redes sociais, Pirlo afirmou que recebeu a notícia na noite de domingo e lamentou a decisão. “Soube ontem à noite que não sou mais candidato ao cargo de técnico da seleção italiana”, escreveu o treinador, agradecendo o apoio recebido durante o processo e reiterando seu respeito pela federação e pela seleção do país.
A mudança de cenário ocorreu após a repercussão envolvendo a atuação de Pirlo como embaixador global da casa de apostas russa Fonbet. A ligação comercial com a empresa passou a ser alvo de críticas de políticos e da imprensa italiana, devido ao contexto da guerra entre Rússia e Ucrânia. O ex-jogador negou qualquer motivação política em sua parceria, afirmando que a relação tinha caráter exclusivamente comercial e esportivo.
Nos últimos dias, veículos da imprensa italiana chegaram a noticiar que Pirlo havia aceitado verbalmente a proposta da FIGC e assinaria contrato para liderar o projeto de reconstrução da seleção até a Copa do Mundo de 2030. A escolha ganhou força após as recusas de Carlo Ancelotti e Pep Guardiola, considerados os principais alvos da federação.
Sem Pirlo, a Federação Italiana volta a procurar um treinador para comandar a equipe nacional, que vive um momento de profunda reformulação após ficar fora da Copa do Mundo de 2026. Nomes como Antonio Conte e Roberto Mancini aparecem entre os possíveis candidatos para assumir a Azzurra e iniciar um novo ciclo visando as próximas competições internacionais.
Foto: Divulgação / Juventus FC