O Ministério da Fazenda informou, na noite desta quinta-feira (24), que a subvenção concedida à gasolina, uma espécie de auxílio financeiro para reduzir o preço do combustível, terá validade estendida por apenas mais 30 dias.
A decisão foi oficializada por meio de uma portaria assinada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que manteve o valor do benefício em R$ 0,44 por litro. A medida passa a valer a partir de 26 de julho e tem como objetivo continuar reduzindo o impacto dos preços da gasolina para os consumidores.
Inicialmente, o governo havia divulgado que o benefício seria ampliado por mais dois meses. Porém, após a publicação da informação, a pasta corrigiu o comunicado e afirmou que ainda avaliava o novo período de vigência. Horas depois, confirmou que a extensão seria somente de um mês.
O subsídio foi anunciado originalmente em maio, com o valor de R$ 0,44 por litro de gasolina, como uma tentativa de reduzir os impactos econômicos provocados pelo aumento dos combustíveis em meio ao cenário internacional de instabilidade.
Pouco tempo depois da criação da medida, a Petrobras anunciou um reajuste de R$ 0,48 no preço da gasolina A vendida às distribuidoras. Com a aplicação da subvenção pelo governo, o aumento repassado aos consumidores acabou sendo menor, ficando em torno de R$ 0,04 por litro.
Segundo a justificativa do governo, a alta do petróleo no mercado internacional pressiona os valores dos combustíveis e pode gerar reflexos em diversos setores da economia. Sem a manutenção do subsídio, o impacto sobre a inflação poderia ser ainda maior.
Além da subvenção, outra medida adotada para tentar controlar os efeitos da alta dos combustíveis foi aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). O órgão autorizou o aumento da mistura de etanol anidro na gasolina, passando de 27% para 32%. A mudança terá duração inicial de 180 dias, com possibilidade de renovação por mais um período equivalente.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil