quinta, 23 de julho de 2026
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CNI PROPÕE GRUPO DE TRABALHO PARA REDUZIR IMPACTOS DO TARIFAÇO DOS EUA

VICTOR OLIVEIRA - 23/07/2026 19:41

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) defendeu a criação de um grupo de trabalho para buscar alternativas e reduzir os impactos das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A proposta foi apresentada nesta quinta-feira (23) pelo presidente da entidade, Ricardo Alban, após reunião com o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa.

Segundo Alban, o objetivo é reunir representantes do setor produtivo, do governo e de instituições ligadas à indústria para discutir estratégias de negociação e avaliar medidas de proteção aos exportadores brasileiros.

A iniciativa prevê a realização de uma nova missão da Nova Indústria Brasil (NIB) aos Estados Unidos, com a participação de federações estaduais da indústria, integrantes do Sistema S, como Sebrae, Senai e Sesc, além de representantes do governo federal.

Ricardo Alban afirmou que o Brasil precisa manter o diálogo com o mercado americano e preservar as relações comerciais existentes.

“Também queremos entender como podemos aprender sobre essa situação incluindo em uma política industrial. Temos que preservar todas as relações comerciais que existem”, declarou após o encontro com o ministro.

Para a CNI, a criação do grupo de trabalho pode ajudar a identificar caminhos para minimizar os efeitos das tarifas e fortalecer a competitividade da indústria brasileira diante das novas barreiras comerciais.

Os Estados Unidos anunciaram, em 15 de julho, uma tarifa de 25% sobre exportações brasileiras, após uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) sobre práticas comerciais do Brasil.

Após o anúncio, o governo brasileiro tentou negociar uma revisão da medida com autoridades americanas, mas as conversas não resultaram na retirada das tarifas.

O governo brasileiro classificou a decisão como desproporcional e afirmou que pretende defender os interesses comerciais do país.

Na quinta-feira (23), o governo americano anunciou uma nova tarifa adicional de 12,5%, relacionada a uma investigação sobre medidas adotadas por países para combater a entrada de produtos fabricados com trabalho forçado.

A nova cobrança deve ser aplicada de forma cumulativa com a tarifa anterior, elevando o total sobre determinados produtos brasileiros para 37,5%.

A CNI avalia que o cenário exige articulação entre governo e setor privado para buscar soluções e evitar prejuízos aos exportadores nacionais.

Foto: Samuel Reis / Metrópoles

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