quarta, 22 de julho de 2026
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JOVENS DO ENGENHO VELHO DA FEDERAÇÃO PARTICIPAM DE OITO MESES DE ATIVIDADES CULTURAIS GRATUITAS

João - 22/07/2026 11:33 - Atualizado 22/07/2026

A cultura volta a colocar sonhos em movimento no Engenho Velho da Federação. No dia 26 de julho, às 10h, o Centro Cultural Vai Chegar realiza o primeiro Domingo Artístico do ano, um encontro gratuito que promove vivências culturais, oficinas e momentos de criação coletiva entre artistas convidados, crianças, adolescentes, famílias e moradores do bairro. A data marca o início público da programação, que continua até fevereiro de 2027.

“Queremos continuar ampliando as oportunidades de formação artística e humana dos jovens que recebemos no projeto. Acreditamos que a arte é um caminho para formar cidadãos mais conscientes, criativos e confiantes”, afirma Lissandra Santos, coordenadora pedagógica e professora de dança do projeto.

O Centro Cultural Vai Chegar é um projeto da Associação Oficina das Artes, que desde 2018 desenvolve oficinas artísticas e atividades culturais voltadas à juventude do Engenho Velho da Federação, em Salvador. Nesta edição, o projeto tem patrocínio da Neoenergia Coelba, do Instituto Neoenergia e do Estado da Bahia, por meio do Fazcultura, Secretaria de Cultura e Secretaria da Fazenda.

Com novas ações voltadas ao cuidado, à convivência e à experimentação artística, o projeto passa a contar com saídas culturais seguidas de ateliês de expressão criativa e ateliês de cuidado emocional e social. Permanecem na programação as oficinas semanais e de verão, as sessões de cineclube com rodas de discussão, os Domingos Artísticos e a produção de videoclipes.

As iniciativas reafirmam a importância do acesso à cultura enquanto instrumento de transformação, reconhecendo os jovens como protagonistas do futuro e ampliando as experiências de aprendizagem, diálogo e bem-estar.

Matrículas abertas – No primeiro Domingo Artístico (26/07) desta edição, o ciclo se abre com o tema “Criação Coletiva em Artes Visuais” e traz como convidado o professor de Artes Plásticas Carlos José, que conduzirá uma oficina de interpretação musical por meio da pintura em tecido. Além da atividade, o dia marca a abertura das matrículas para novos participantes e apresentação da equipe de professores e do cronograma formativo dos próximos meses. O encontro será encerrado com uma grande roda cultural de música, dança e brincadeiras.

Uma linguagem para cada talento – Durante a semana, os jovens terão a oportunidade de experimentar diferentes linguagens artísticas, desenvolvendo habilidades criativas, possibilitando a troca de saberes e fortalecendo os vínculos. A grade inclui aulas de Prática Rítmica, Dança, Criação Musical, Hip-Hop & Música Eletroacústica, Sensibilização Musical, Canto, Artes Plásticas, Teatro e Investigação Musical. Para dar continuidade no período de férias escolares, entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027, o projeto promoverá seis oficinas de verão, contemplando aulas de criação de vídeo, dança, stop motion, artes circenses, teatro e percussão.

Saídas culturais – A partir deste ano, a programação aposta nas saídas culturais mensais como forma de expandir o aprendizado fora da sala de aula, aproximando as crianças e os adolescentes de museus, espetáculos e eventos culturais da cidade. Após cada visita, ocorrem os Ateliês de Expressão Artística, onde compartilham percepções sobre a experiência e transformam essas vivências em produções visuais, deixando a criatividade fluir e construindo novos olhares sobre a arte.

Para Tedy Santana, idealizador do projeto, as saídas culturais fazem parte da missão do Centro Cultural Vai Chegar de garantir às crianças o acesso aos seus direitos culturais. “Mais do que visitar um teatro, um museu ou um cinema, esses momentos despertam novas descobertas, fortalecem o sentimento de pertencimento e mostram para as crianças que esses espaços também são delas. Tudo isso é uma experiência muito divertida e transformadora”, comenta.

Cinema e debate – Na segunda quarta-feira de cada mês, o Cine Camarada irá promover sessões de filmes seguidas de rodas de discussão sobre as obras exibidas. A ação utiliza o audiovisual como estímulo ao pensamento crítico, refletindo sobre assuntos que envolvem ancestralidade, territorialidade, cultura afro-diaspórica, preservação ambiental, alimentação saudável, percursos profissionais e saberes populares. Ao apresentar diferentes narrativas e estéticas, a iniciativa também amplia o repertório cultural dos jovens e incentiva a formação de público para o cinema.

 

Foto 1: Bergson Nunes | Foto 2: Tami Martins

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