

A nova estratégia internacional da Gol Linhas Aéreas redesenha a presença da companhia no exterior e cria uma divisão clara entre mercados beneficiados e regiões que perderão conexões diretas.
O Rio de Janeiro será um dos principais favorecidos pela nova malha, com a inclusão de voos para destinos como Nova York e Lisboa a partir do Aeroporto Internacional do Galeão. Em contrapartida, passageiros do Norte e do Nordeste terão menos opções de rotas internacionais sem escalas.
De acordo com a programação registrada na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a Gol deixará de operar voos diretos entre Manaus e Miami, além da ligação Fortaleza-Miami, a partir de agosto.
A mudança terá maior impacto para passageiros da capital amazonense. Antes, a viagem até Miami podia ser feita em pouco mais de seis horas em voo direto. Com o fim da rota, o deslocamento passará a depender de conexão em São Paulo, podendo ultrapassar 24 horas de duração.
Outras alterações também atingem destinos turísticos importantes. A companhia retirou da programação o voo entre Maceió e Buenos Aires e anunciou o encerramento da rota Brasília-Cancún, que era realizada três vezes por semana.
Enquanto reduz operações em algumas regiões, a Gol aposta na expansão do Rio de Janeiro como um dos seus principais centros internacionais. As novas frequências no Galeão serão realizadas em parceria com a empresa espanhola Wamos Air, utilizando aeronaves da companhia estrangeira com a marca da Gol.
A reorganização faz parte de um movimento da empresa para concentrar sua oferta internacional em mercados considerados mais estratégicos, ajustando a operação conforme a demanda e as oportunidades comerciais.
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