

O pré-candidato ao Governo da Bahia pelo União Brasil, ACM Neto, afirmou que o governador Jerônimo Rodrigues (PT) chegará às eleições de 2026 em um cenário diferente daquele enfrentado em sua primeira disputa pelo Palácio de Ondina. Segundo o ex-prefeito de Salvador, o petista será cobrado pelas promessas feitas durante a campanha de 2022 que, segundo ele, permanecem sem solução.
Em entrevista à rádio Antena 1 Salvador, nesta terça-feira (21), Neto apontou a segurança pública e a saúde como os principais problemas enfrentados pela população baiana e afirmou que essas áreas serão prioridades de seu plano de governo.
“Jerônimo em relação à segurança pública nos diz que está tudo bem. Que a Bahia é um estado de paz e tranquilidade. Não está tudo bem. Quem está morrendo vítima de bala perdida, quem tem que fechar o comércio mais cedo, quem está impedido de entrar numa comunidade para visitar sua família sabe que não está tudo bem. Do outro lado, na saúde, ele há quatro anos prometeu zerar a fila da regulação. A gente chega no interior e são reclamações em cima de reclamações, a angústia do povo baiano porque não consegue marcar um exame, uma consulta, um internamento hospitalar. Esses são os dois principais problemas da Bahia”, afirmou.
O pré-candidato também declarou que, diferentemente da eleição passada, Jerônimo Rodrigues será julgado pela gestão realizada ao longo do mandato.
“Agora ele é conhecido e pode e será cobrado pelo que prometeu e não entregou. Não há uma marca, não há característica que a gente possa dizer que foi a grande realização de Jerônimo. Pelo contrário, o que percebemos foi que em quatro anos ele não conseguiu tirar a Ponte Salvador-Itaparica da propaganda e do papel, não conseguiu fazer a FIOL, não conseguiu fazer o Porto Sul, as estradas da Bahia estão acabadas”, disse.
Neto também criticou a condução das áreas de educação, saúde e segurança pública durante a atual gestão estadual.
“E ele disse há quatro anos que por ser do mesmo partido do presidente resolveria todos os problemas. Na Educação, a marca dele é ter assinado um decreto que eu espero revogar no primeiro dia de governo, determinando aprovação automática. Não vou aceitar isso. Na saúde, prometeu zerar a fila da regulação, e ela só aumentou. Na segurança, a Bahia tem cinco das dez cidades mais violentas do Brasil e com maior número de homicídios. É o estado onde morrem mais mulheres, negros e jovens”, completou.
Foto: Divulgação



