

O governo federal prorrogará por até dois anos a atual concessão da FCA (Ferrovia Centro-Atlântica), administrada pela VLI, porque não conseguiu concluir a tempo as negociações para a renovação antecipada do contrato atual, que acaba no dia 31 de Agosto.
A extensão do prazo da concessão atual foi a solução provisória encontrada para manter a operação da malha ferroviária. Já o novo contrato, que prevê mais 30 anos de administração privada, está em conclusão de detalhes entre a concessionária e o governo.
A informação foi confirmada oficialmente pela VLI à reportagem. “O contrato vigente será prorrogado por um período de até dois anos, visando garantir a continuidade da operação enquanto o processo de renovação para um novo ciclo de 30 anos de concessão tramita junto aos órgãos reguladores e ao Tribunal de Contas da União”, informou a empresa.
Segundo a concessionária, “uma vez aprovado, o novo contrato de concessão resultará em bilhões em investimentos para a modernização da malha férrea, aquisição de vagões e locomotivas e a realização de centenas de obras de mobilidade urbana, com impacto positivo na vida de milhões de brasileiros e em cadeias produtivas fundamentais para a economia nacional“.
A Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) é a maior ferrovia do Brasil. Conectando sete estados e o Distrito Federal, as linhas da FCA são a principal via de integração entre as regiões Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste. Surgiu a partir da desestatização da Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA), em junho de 1996, e está sob o controle da VLI desde 2011.
De 2019 a 2023, a FCA recebeu investimentos de cerca de R$ 2 bilhões, que permitiram a modernização da linha férrea, a aquisição de locomotivas e vagões, a construção de novas oficinas de manutenção e de novos terminais de recebimento de carga. Uma operação robusta que mobiliza 10 mil empregos diretos e indiretos e contribui para a formação de mão de obra especializada.