Através de uma nota técnica enviada ao portal Bahia Econômica, a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) criticou as novas tarifas impostas pelo governo Norte Americano as exportações brasileiras. Segundo a FIEB a politica econômica dos estados unidos atinge a indústria baiana (Veja aqui mais detalhes).
Um dos detalhes comentado pela federação é a reinclusão da celulose solúvel (HTSUS 4702.00.00) na lista de isenções. Segundo a FIEB as exportações recuaram 36% entre os primeiros semestres de 2024 e de 2026. Veja o posicionamento oficial da federação.
Pontos defendidos pela FIEB
- Manifesta preocupação com o resultado da investigação da Seção 301, que sujeita à tarifa de 25% cerca de um terço da pauta baiana destinada aos Estados Unidos. Embora contenha mais códigos isentos do que a versão provisória, a lista definitiva reduziu a cobertura das isenções sobre as exportações baianas;
- Solicita ao Governo Federal que priorize, nas negociações com os Estados Unidos, a reinclusão da celulose solúvel (HTSUS 4702.00.00) na lista de isenções. Principal produto da pauta baiana destinada ao mercado norte-americano, a celulose solúvel foi retirada da versão definitiva, apesar da manutenção das isenções para as demais celuloses. Suas exportações recuaram 36% entre os primeiros semestres de 2024 e de 2026;
- Defende a inclusão de pneumáticos e de produtos químicos e petroquímicos do Polo de Camaçari nas próximas rodadas de negociação, considerando as quedas das exportações em 2025 e a relevância desses segmentos para a indústria baiana;
- Recomenda cautela na eventual aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica. Qualquer resposta deve ser calibrada, seletiva e baseada em estudos de impacto setoriais, de modo a preservar insumos e bens de capital críticos e evitar custos adicionais para a indústria nacional;
- Defende a adoção célere de medidas de apoio às empresas afetadas e a seus fornecedores, com atenção às pequenas e médias indústrias inseridas nas cadeias atingidas; e
- Coloca-se à disposição do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), do Ministério das Relações Exteriores e da Confederação Nacional da Indústria (CNI) para apoiar tecnicamente as negociações e os estudos de impacto, por meio de dados setoriais e da articulação com as empresas exportadoras baianas.
Foto: Gilberto Jr./Coperphoto/Sistema FIEB