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TINOCO CRITICA NOVO LEILÃO DO CENTRO DE CONVENÇÕES E A CONDUÇÃO DO GOVERNO DO ESTADO

João - 19/07/2026 15:46 - Atualizado 19/07/2026

O vereador Claudio Tinoco (União Brasil) voltou a criticar a condução do Governo da Bahia em relação ao antigo Centro de Convenções da Bahia e afirmou que as ruínas do equipamento representam “o retrato da incompetência, do descaso e do abandono” dos governos do PT ao longo dos últimos 20 anos. A declaração foi feita às vésperas do segundo leilão da área, marcado para esta segunda-feira (20), quando o Estado tentará alienar o imóvel após anos de deterioração.

Tinoco destacou que o governo estadual permitiu que um dos principais equipamentos públicos voltados ao turismo e aos grandes eventos fosse completamente degradado pela falta de manutenção e pelo abandono.  “Eles deixaram o Centro de Convenções desabar e, durante mais de uma década, entregaram esse patrimônio aos vândalos. Hoje, o que resta é um trambolho que não dialoga mais com a cidade e que simboliza a falta de compromisso com o patrimônio público dos baianos”, afirmou.

O vereador criticou ainda as condições do novo edital de venda. De acordo com ele, a área está avaliada em R$ 138 milhões, sendo que 35% do valor arrecadado será destinado ao Município de Salvador, proprietário de parte do terreno, sem autorização do poder legislativo municipal. Além disso, o futuro comprador deverá investir pelo menos R$ 57 milhões na demolição das estruturas remanescentes e na limpeza da área, em um prazo de oito a 16 meses.

Tinoco lembrou que, desde o colapso do antigo Centro de Convenções, defendeu a recuperação do espaço e a construção de uma solução que atendesse aos interesses da cidade. Entre as alternativas propostas, citou a implantação de um centro olímpico e de treinamento esportivo para jovens, além da abertura de um amplo debate sobre a melhor destinação para uma das áreas mais valorizadas da orla de Salvador.

O vereador também destacou sua atuação durante a discussão do primeiro edital de leilão. Segundo ele, audiências públicas contribuíram para a retirada de cerca de 71 mil metros quadrados de Área de Proteção Permanente (APP) da área inicialmente prevista para venda, preservando o planejamento urbano estabelecido pelo Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) e pela Lei de Ordenamento do Uso e da Ocupação do Solo (Louos).

Para Tinoco, independentemente do resultado do leilão, é fundamental que qualquer projeto para o local seja construído em diálogo com Salvador e respeite a vocação urbanística da região.  E “os moradores convivem há anos com uma área abandonada, marcada pela insegurança e pela degradação. Os baianos não podem esquecer que esse cenário é consequência de duas décadas de descaso com um patrimônio que poderia estar gerando desenvolvimento, turismo e oportunidades para a cidade”, concluiu.

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