

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb), Humberto Miranda, afirmou , em entrevista ao Bahia Econômica, que o tarifaço dos Estados Unidos preocupa o agronegócio baiano, principalmente por se tratar de um mercado estratégico e que oferece boa remuneração aos produtos brasileiros.
Segundo ele, embora os EUA sejam um destino importante para as exportações, apenas 6,1% das exportações do agronegócio baiano têm como destino o mercado norte-americano.
” Óbvio que o tarifácio preocupa bastante o nosso setor. Primeiro motivo é que os Estados Unidos é um mercado importante. É um mercado que, de alguma forma, você vender nos Estados Unidos se credencia para ocupar outros mercados internacionais, ou seja, valida o seu produto em outros mercados.”
Miranda destacou ainda que produtos de grande peso na pauta de exportações, como café, sisal, manga e mel, ficaram de fora da lista de taxação, o que reduz os impactos diretos sobre o setor.
“Do ponto de vista percentual, as nossas exportações totais para os Estados Unidos só correspondem a 6,1% das exportações do agronegócio baiano. E ainda retira-se desse percentual a maioria dos produtos que tem um peso maior, que é o caso do café, do sisal, da manga e de outros produtos que estão nas exceções, ou seja, não sofrerão a tarifação.”
Para o presidente da Faeb, a prioridade é manter as negociações diplomáticas para reverter a medida e, paralelamente, ampliar a busca por novos mercados para os produtos que permanecem na lista de taxação.
“O que a gente tem pedido é que o governo continue com as negociações diplomáticas, tentando de uma forma política resolver o problema. O setor vai também trabalhar nessa negociação diplomática, ajudar o governo nessa negociação e também buscar outros mercados para colocar esses produtos que estão, de alguma forma, ainda na lista de taxação como uma forma alternativa de abertura de novos mercados.”
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