

O anúncio de novas tarifas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros pode gerar reflexos indiretos na economia da Bahia, com impactos no comércio, no emprego e no poder de compra da população. A avaliação é de Antoine Tawil, vice-presidente da FCDL Bahia ao Bahia Econômica.
Segundo ele, a principal preocupação é a redução das exportações brasileiras, especialmente dos setores industrial e do agronegócio, que podem diminuir a produção diante da perda de competitividade no mercado norte-americano.
“A principal consequência será o achatamento da renda do trabalhador devido ao desemprego que essa medida poderá proporcionar”, afirmou.
De acordo com Tawil, uma eventual queda nas exportações pode levar empresas a reduzirem suas atividades, com risco de demissões em massa. O cenário, segundo ele, também tende a afetar o comércio, já que trabalhadores com menor renda reduzem o consumo.
Outro impacto apontado pelo dirigente é a possível valorização do dólar, provocada pela redução da entrada de moeda estrangeira no país. Para ele, isso encarece a importação de insumos utilizados pela indústria nacional, elevando os custos de produção.
“Isso significa produtos mais caros nas prateleiras, mais inflação e menor poder aquisitivo para o trabalhador”, destacou.
Na avaliação do vice-presidente da FCDL Bahia, o conjunto desses fatores pode comprometer o desempenho da economia brasileira e atingir diversos setores produtivos.
Como alternativa, Antoine Tawil defende que o Brasil amplie suas relações comerciais com outros países para reduzir a dependência do mercado norte-americano, sem abandonar as negociações com os Estados Unidos.
“O Brasil deve procurar novos mercados para escoar sua produção, diminuindo essa dependência do mercado norte-americano, mas sem deixar de negociar com os Estados Unidos de forma mais eficiente e com a participação do setor produtivo”, concluiu
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