

Salvador e região metropolitana registraram ao menos 97 tiroteios em junho. Mas o que chamou atenção dos Instituto Fogo Cruzado foi que os dados do relatório de junho apontam que a violência armada tem ultrapassado os limites das ruas e alcançado cada vez mais espaços privados.
As residências, tradicionalmente associadas à proteção, figuram cada vez mais entre os locais onde pessoas são baleadas. Em junho deste ano, 13 pessoas foram baleadas dentro de casa, sendo 10 mortas e três feridas. No mesmo período de 2025, foram sete vítimas, com cinco mortos e dois feridos.
O número representa um aumento de 86% no total de pessoas baleadas nesses locais. As mortes dobraram, passando de cinco para dez vítimas (100%), enquanto o número de feridos cresceu 50%, indo de duas para três.
Até o momento, em 2026, 101 pessoas foram baleadas: 78 morreram e 23 ficaram feridas. Dentre essas ocorrências, 53 aconteceram durante ações policiais, que deixaram 45 mortos e 13 feridos.
Para Tailane Muniz, coordenadora regional do Instituto Fogo Cruzado na Bahia, o crescimento dos casos evidencia que a violência armada tem alcançado espaços que historicamente representam proteção.
“O aumento considerável de pessoas baleadas dentro de residências escancara os impactos para além da vida urbana. Assistimos à escalada da violência armada e não é nova a conclusão de que há a necessidade de olhar para esses números com a ambição de pensar políticas de proteção das pessoas”, destaca a pesquisadora.
Confira o panorama dos dados sobre a violência armada em Salvador e região metropolitana, até o momento:



