terça, 30 de junho de 2026
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BRASIL SE DIZ PRONTO PARA APOIAR RECONSTRUÇÃO DA VENEZUELA APÓS TERREMOTOS, AFIRMA MINISTÉRIO DA DEFESA

VICTOR OLIVEIRA - 30/06/2026 19:16

O ministro da Defesa, José Múcio, afirmou nesta terça-feira (30) que o Brasil está disposto a colaborar com a reconstrução da Venezuela após os terremotos que atingiram o norte do país na última semana e deixaram milhares de vítimas.

A declaração foi feita durante reunião em Caracas com a presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez. Segundo o ministro, o governo brasileiro atua neste momento principalmente no atendimento emergencial às vítimas e no apoio às operações de resgate, mas já avalia participação na fase posterior de reconstrução.

“Agora está um clima de emoção, todos querem ajudar, e precisamos organizar essa solidariedade. Primeiro, salvar vidas; depois, pensar em reconstrução”, afirmou Múcio, ao destacar a diferença entre a resposta imediata e as etapas de reerguimento das áreas atingidas.

A missão brasileira também inclui representantes da Caixa Econômica Federal e do Ministério das Cidades, que discutem formas de apoiar a recuperação de moradias e da infraestrutura urbana no país vizinho.

Segundo o ministro, o presidente determinou uma atuação coordenada para identificar prioridades de ajuda humanitária e possíveis projetos estruturais. A iniciativa ocorre paralelamente ao envio de uma nova remessa de apoio logístico da Força Aérea Brasileira, no quinto voo da operação humanitária.

A aeronave transporta equipamentos destinados à ampliação de um hospital de campanha instalado em La Guaira, uma das áreas mais afetadas pelos tremores. A atuação da Força Aérea Brasileira integra o esforço de suporte às operações de emergência.

De acordo com dados divulgados pelo governo venezuelano, os terremotos já deixaram 1.943 mortos e mais de 10 mil feridos. Estimativas de organizações humanitárias apontam ainda cerca de 50 mil desaparecidos nas regiões de La Guaira e Caracas.

O episódio é tratado como uma das maiores crises recentes do país, com impactos severos sobre infraestrutura, serviços de saúde e moradia nas áreas atingidas.

Foto:  SEAUD/SECOM

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