

A deputada federal Priscila Costa tornou-se o centro de uma disputa política que expôs divergências entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do partido à Presidência da República em 2026.
Em vídeos publicados nas redes sociais, Michelle revelou que foi desautorizada e, segundo ela, “humilhada” pelo enteado após defender que Priscila Costa fosse a candidata do Partido Liberal ao Senado pelo Ceará nas eleições do próximo ano.
A parlamentar cearense é presidente do PL Mulher no Ceará e ocupa a vice-presidência nacional do PL Mulher, organização comandada por Michelle Bolsonaro. Jornalista de formação, Priscila construiu sua trajetória política defendendo pautas ligadas à família, à liberdade e aos valores cristãos.
Em 2024, ela foi a vereadora mais votada de Fortaleza, com 36.226 votos, e assumiu uma cadeira na Câmara dos Deputados no mês passado, após a perda do mandato da deputada Dayany Bittencourt.
Segundo Michelle, o principal motivo do desentendimento com Flávio Bolsonaro é a definição do palanque do PL no Ceará. Enquanto ela defende a candidatura de Priscila Costa ao Senado, o senador apoia o deputado estadual Alcides Fernandes para disputar a vaga.
O nome de Alcides também é respaldado pelo diretório estadual do PL, que pretende lançá-lo na chapa encabeçada pelo pré-candidato ao Governo do Ceará, Ciro Gomes. Alcides é pai do deputado André Fernandes, que comanda a legenda no estado.
Ao justificar sua posição, Michelle afirmou que busca ampliar a participação feminina nas chapas majoritárias do partido.
“Em 2026 serão 54 vagas para o Senado Federal. Se aplicarmos a regra dos 30% para candidaturas femininas, teríamos direito a 17 vagas para mulheres no partido. Eu pedi apenas três. Priscila Costa, Carol de Toni e Bia Kicis. Três vagas de 17 que poderíamos ter e tem sido uma batalha diária para manter essas três”, declarou.
A ex-primeira-dama também voltou a criticar a estratégia do partido no Ceará e reiterou que prefere uma aliança em torno do senador Eduardo Girão ao governo estadual, em vez da composição com Ciro Gomes.
Foto: Reprodução/Redes Sociais



