

O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), comentou a Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal, que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT-BA).
Segundo as investigações, Wagner manteria relação próxima com o Banco Master e teria sido beneficiado por supostas vantagens indevidas, incluindo o uso de aeronaves particulares, ingressos para eventos de luxo no exterior e uma operação financeira envolvendo a aquisição de um apartamento avaliado em R$ 2,45 milhões, no bairro do Horto Florestal, em Salvador.
Durante agenda política em Alagoinhas, na quinta-feira (19), ACM Neto evitou fazer juízo sobre o caso e afirmou que cabe ao Judiciário conduzir a apuração.
“Essa é uma questão que cabe ao Judiciário. O que nós esperamos é que a investigação seja completa, isenta, correta e que, ao fim, se há responsáveis e culpados, que sejam punidos. É aguardar para ver os desdobramentos que eventualmente isso pode ter”, declarou ao site Política ao Vivo.
Suposto pacto de silêncio
Reportagem publicada pelo jornal O Globo apontou a existência de um suposto acordo entre os grupos políticos de ACM Neto e Jaques Wagner para evitar a exploração eleitoral do caso Banco Master na disputa baiana de 2026. A informação, no entanto, é negada por aliados dos dois lados.
O nome de ACM Neto também aparece em documentos relacionados ao Banco Master. Relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) aponta que o ex-prefeito recebeu R$ 3,6 milhões do banco e da gestora Reag entre março de 2023 e maio de 2024. Neto sustenta que os valores correspondem à prestação de serviços de consultoria.
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