

A segunda proposta de acordo de colaboração apresentada pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Polícia Federal não gerou o impacto esperado entre os investigadores responsáveis pelo caso Master. Segundo fontes ligadas à apuração, o conteúdo entregue trouxe mais detalhes sobre fatos já conhecidos, mas não apresentou revelações consideradas inéditas ou capazes de alterar significativamente o rumo das investigações.
Nos bastidores, a avaliação predominante é de que o material mantém um caráter defensivo, com informações que reforçam versões já apresentadas anteriormente. Apesar disso, os relatos teriam sido complementados com datas, contextos e descrições mais amplas dos episódios mencionados.
Mesmo diante da recepção considerada fria, as conversas para um possível acordo de delação não foram encerradas. Uma nova rodada de negociações entre a defesa de Vorcaro, representantes da PGR e integrantes da Polícia Federal deve ocorrer nos próximos dias para avaliar a viabilidade de continuidade das tratativas.
O processo de negociação enfrenta dificuldades desde o início. Em maio, a primeira proposta apresentada pelos advogados do ex-banqueiro foi rejeitada pelas autoridades, que entenderam que o conteúdo não oferecia contribuições relevantes para as investigações em andamento. Na ocasião, a Polícia Federal chegou a sinalizar o encerramento das discussões.
Posteriormente, no entanto, a possibilidade de retomada do diálogo voltou à mesa após indicações de que Vorcaro poderia fornecer informações adicionais de interesse dos investigadores. A expectativa era de que a nova versão da proposta apresentasse elementos inéditos, o que, na avaliação atual, ainda não ocorreu.
As autoridades seguem analisando o material entregue e não descartam a continuidade das negociações, desde que novos fatos ou provas relevantes sejam apresentados nas próximas etapas das conversas.
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