quarta, 03 de junho de 2026
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SÃO JOÃO TRANSFORMA TRADIÇÃO EM RENDA E DEVE INJETAR BILHÕES NA ECONOMIA DA BAHIA

João - 03/06/2026 06:46 - Atualizado 03/06/2026

Na Bahia, a expectativa é que o São João 2026 movimente entre R$ 2,1 bilhões e R$ 2,5 bilhões na economia estadual, impulsionando setores como comércio, turismo, hotelaria, alimentação, transporte e serviços. Para muitos baianos, junho funciona como uma espécie de décimo terceiro nordestino – um período em que o trabalho aumenta, o consumo se intensifica e a renda extra ajuda a reforçar o orçamento muito além dos dias de festa. A força econômica do São João também chega às mesas dos bares e restaurantes. Em Vitória da Conquista, no sudoeste baiano, o empresário Rodrigo Bacelar, proprietário de três unidades do Boteco do Petisco, acompanha há 13 anos a movimentação provocada pelo período. Segundo ele, os investimentos realizados nos últimos anos em grandes atrações ajudaram a fortalecer o calendário da festa na cidade.

Para este ano, Rodrigo aposta na programação musical como estratégia para atrair clientes em uma de suas unidades. O espaço contará com apresentações de bandas e atrações de forró. Além da música, o empresário destaca que os pratos e bebidas típicos da época também contribuem para impulsionar o faturamento durante o mês de junho. No cardápio, não faltarão itens tradicionais como amendoim, quentão, bolos e licor, produtos que costumam registrar aumento na procura durante os festejos.

Os efeitos econômicos do São João também são vistos no comércio de vestuário. Com a chegada dos festejos e das temperaturas mais baixas, cresce a procura por roupas e acessórios típicos da época. Há 38 anos atuando no segmento, a empresária Núbia Coelho, sócia da Pé Quente Modas, em Vitória da Conquista – cidade conhecida como a Suíça Baiana por seu clima mais ameno nesta época do ano -, afirmou que junho está entre os períodos mais importantes para a venda na região.

Segundo a empresária, a procura começa antes do mês e reúne tanto consumidores em busca de proteção contra o frio quanto aqueles que querem montar o figurino para os arraiás. “Os produtos mais procurados são meias-calças, segunda pele, peças térmicas, pijamas e também roupas voltadas para o período junino. O frio de Vitória da Conquista ajuda muito nesse crescimento das vendas. E, além disso, não podemos esquecer que este ano temos a Copa [do Mundo], que termina animando ainda mais os consumidores e movimentando o comércio”, destacou.

Segundo a pesquisa Expectativas dos Pequenos Negócios Baianos para 2026, realizada pelo Sebrae/BA [Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas], o São João aparece como a segunda principal data comemorativa do ano para o aumento do faturamento dos pequenos negócios. O levantamento aponta que 53% dos empreendedores esperam crescer até 15% em relação ao período junino do ano anterior.

De acordo com o gerente regional do Sebrae em Irecê, Edirlan Souza, os festejos funcionam como uma verdadeira temporada econômica para centenas de municípios baianos. “O São João funciona como uma verdadeira temporada econômica na Bahia, especialmente no interior. Ele aquece, ao mesmo tempo, várias frentes de geração de renda. A mais evidente é o comércio de alimentos e bebidas típicas – milho, amendoim, licores, bolos, canjica, pamonha, churrasquinhos e toda a culinária regional -, que movimenta ambulantes, produtores familiares e pequenos negócios. Logo em seguida vem a confecção e a venda de roupas e acessórios juninos, que aquece costureiras, artesãos e pequenos lojistas, e os serviços de beleza e estética, puxados pelo calendário intenso de festas.”

(Com informações do Jornal A Tarde)

Foto: Foto: Divulgação Dircom

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