quinta, 28 de maio de 2026
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INADIMPLÊNCIA DE ALUGUEL ATINGE MENOR NÍVEL EM 12 MESES

Victoria Isabel - 28/05/2026 16:17

A inadimplência de aluguel no Brasil caiu pelo segundo mês consecutivo e chegou a 3,18% em abril, o menor nível dos últimos 12 meses. O resultado dá sequência ao recuo registrado em março, quando o índice havia ficado em 3,21%, após a alta observada em fevereiro. Na comparação com abril de 2025, quando a taxa estava em 3,15%, a diferença é um aumento de apenas 0,03 ponto percentual. Os dados são do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da Superlógica, plataforma de soluções tecnológicas e financeiras para o mercado do morar.

Para Manoel Gonçalves, Diretor de Negócios para Imobiliárias do Grupo Superlógica, o resultado sugere uma acomodação da inadimplência em um patamar relativamente baixo, apesar de o cenário ainda exigir atenção. “A sequência dos últimos meses mostra uma melhora depois da alta registrada em fevereiro, mas ainda é cedo para tratar esse movimento como uma tendência consolidada. A inadimplência segue em patamar baixo no agregado nacional, porém há diferenças importantes por faixa de aluguel, tipo de imóvel e região. Para as imobiliárias, o ponto central é acompanhar essas variações de perto, porque o risco não se distribui da mesma forma em toda a carteira”, afirma.

Na análise por faixa de valor, os imóveis com aluguel de até R$ 1.000 continuam concentrando as maiores taxas, apesar do recuo em abril. Entre os residenciais, a inadimplência nessa faixa ficou em 5,56% contra 5,98% no mês anterior. Nos imóveis comerciais, fechou o período em 7,00%, ante 7,41% em março. Na outra ponta, as locações residenciais entre R$ 3.000 e R$ 5.000 registraram 1,71%, o menor índice entre os imóveis residenciais.

Os imóveis residenciais com aluguel acima de R$ 13.000 também seguiram em queda. Depois de registrarem 6,01% em fevereiro, recuaram para 5,83% em março, e fecharam abril em 4,52%. Apesar da melhora, a faixa ainda aparece entre os maiores índices da categoria, mantendo o segmento no radar das imobiliárias pelo impacto financeiro de contratos de maior valor.

“Os dados mostram que a inadimplência não está concentrada em um único perfil de locação. A faixa de até R$ 1.000 segue pressionada, o que reflete a maior sensibilidade das famílias de menor renda ao custo de vida. Mas contratos de valor mais alto também exigem atenção, porque cada atraso representa um impacto financeiro proporcionalmente maior para a imobiliária. Por isso, mais do que olhar apenas para a taxa média, é importante entender como a inadimplência se comporta dentro de cada carteira”, analisa Gonçalves.

Na análise por tipo de imóvel, os três segmentos registraram queda em abril. A inadimplência de apartamentos chegou a 2,11%, ante 2,30% em março; a de casas recuou de 3,60% para 3,31%; e os imóveis comerciais, que vinham acumulando pressão nos meses anteriores, cederam de 4,54% para 4,21%.

Foto: Kindel Media/Pexels

 

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