

O Brasil registrou a criação de 85.888 vagas de emprego com carteira assinada em abril, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (28) pelo Ministério do Trabalho e Emprego por meio do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
O saldo positivo resulta da diferença entre 2.268.655 admissões e 2.182.767 desligamentos realizados ao longo do mês. Apesar do desempenho positivo, o número ficou abaixo das projeções do mercado financeiro, que esperava geração líquida superior a 200 mil postos de trabalho.
Segundo o levantamento, este foi o menor saldo para meses de abril desde 2020, período marcado pelos impactos econômicos da pandemia da Covid-19.
O setor de serviços liderou a geração de empregos no país, com abertura de 69.601 vagas. Na sequência aparecem construção civil, com 23.525 postos, e indústria, responsável pela criação de 9.256 empregos formais.
Por outro lado, os setores de comércio e agropecuária apresentaram retração no período. O comércio encerrou abril com fechamento de 8.114 vagas, enquanto a agropecuária perdeu 8.378 postos de trabalho.
Os dados do Caged também mostram aumento no salário médio de admissão. Em abril, o valor passou para R$ 2.386,56, acima dos R$ 2.369,88 registrados no mês anterior. O salário médio de desligamento também teve leve alta, chegando a R$ 2.481,24.
No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, o país soma saldo positivo de 699.762 empregos formais criados. O total de trabalhadores com carteira assinada no Brasil alcançou 47,8 milhões em abril, segundo o Ministério do Trabalho.
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