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NORDESTE CONCENTRA 17 DAS 20 CIDADES MAIS VIOLENTAS DO BRASIL EM 2024, APONTA ATLAS DA VIOLÊNCIA. VEJA QUAIS

VICTOR OLIVEIRA - 26/05/2026 16:58 - Atualizado 26/05/2026

O Nordeste brasileiro concentrou 17 dos 20 municípios com maiores taxas de homicídios do país em 2024, segundo dados do Atlas da Violência 2026, divulgado nesta terça-feira (26) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

O levantamento considera cidades com mais de 100 mil habitantes e leva em conta tanto os homicídios oficialmente registrados quanto os chamados “homicídios ocultos”, casos em que mortes violentas podem não ter sido classificadas inicialmente como assassinatos.

A liderança do ranking ficou com Maranguape, no Ceará, que registrou taxa de 87,2 homicídios por 100 mil habitantes. Em seguida aparecem Jequié, com 79,4, e Maracanaú, com 74,1.

Entre as dez cidades mais violentas do país, todas estão localizadas no Nordeste. A Bahia concentra seis municípios no grupo, enquanto o Ceará aparece com quatro cidades.

As 10 cidades com maiores taxas de homicídios

  1. Maranguape (CE) – 87,2 homicídios por 100 mil habitantes
  2. Jequié (BA) – 79,4
  3. Maracanaú (CE)  – 74,1
  4. Itapipoca (CE)– 74,0
  5. Caucaia (CE)– 72,9
  6. Juazeiro (BA)– 71,1
  7. Feira de Santana (BA)– 67,0
  8. Porto Seguro (BA) – 64,6
  9. Simões Filho (BA) – 64,0
  10. Camaçari (BA)– 62,9

Além dessas cidades, o ranking nacional inclui outros municípios nordestinos, além de representantes das regiões Norte e Centro-Oeste.

Outras cidades entre as 20 mais violentas

  • Sorriso (MT) – 62,8 homicídios por 100 mil habitantes
  • Teixeira de Freitas (BA) – 60,7
  • Sobral (CE)– 59,9
  • Cabo de Santo Agostinho (PE)– 59,9
  • Lauro de Freitas (BA)– 57,8
  • São Lourenço da Mata (PE) – 57,8
  • Santana (AP)– 55,8
  • Marituba (PA)– 55,5
  • Ilhéus (BA) – 55,5
  • Salvador (BA)– 52,7

O estudo aponta ainda que o avanço da violência em municípios nordestinos está relacionado a disputas entre facções criminosas, expansão do tráfico de drogas e dificuldades estruturais na segurança pública em áreas metropolitanas e cidades médias do interior.

Foto: Reprodução

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