quinta, 21 de maio de 2026
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PF IDENTIFICA REPASSE MILIONÁRIO DE FUNDO LIGADO À REFIT PARA EMPRESA DA FAMÍLIA DE CIRO NOGUEIRA

VICTOR OLIVEIRA - 21/05/2026 14:56

A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal( STF)  ter identificado um repasse de R$ 14,2 milhões realizado por um fundo ligado ao grupo Refit para uma empresa da família do senador Ciro Nogueira. A movimentação financeira faz parte das investigações da Operação Sem Refino, que apura suspeitas de fraudes fiscais e corrupção envolvendo o setor de combustíveis.

Segundo o relatório encaminhado ao STF, a transferência foi feita pela empresa Athena Real Estate LTDA, ligada ao fundo EUV Gladiator, para a empresa Ciro Nogueira Agropecuária e Imóveis LTDA. De acordo com os investigadores, o fundo possui conexões com empresas associadas ao grupo Refit, antiga Refinaria de Manguinhos.

O grupo é controlado pelo empresário Ricardo Magro, apontado pela PF como líder da organização investigada. Ele é suspeito de participação em esquemas de sonegação fiscal, fraudes tributárias e corrupção de agentes públicos. Atualmente vivendo nos Estados Unidos, Magro é considerado foragido da Justiça brasileira após ter prisão decretada pelo STF.

Em manifestação ao caso, Ciro Nogueira afirmou que o valor recebido corresponde à venda de um terreno de cerca de 40 hectares em Teresina. Segundo o senador, a área seria utilizada para a instalação de uma distribuidora de combustíveis, projeto que acabou não avançando após denúncias envolvendo o grupo empresarial.

“O imóvel hoje vale muito mais do que esses R$ 14 milhões”, declarou o parlamentar, acrescentando esperar que as investigações esclareçam rapidamente a situação.

As apurações também atingem pessoas ligadas ao ex-ministro da Casa Civil do governo Jair Bolsonaro. O STF autorizou mandado de busca e apreensão contra Jonathas Assunção Salvador Nery de Castro, ex-assessor de Ciro Nogueira. Segundo a PF, uma empresa ligada à Refit teria transferido R$ 1,3 milhão ao ex-assessor.

Os investigadores afirmam que os recursos teriam sido movimentados rapidamente por meio de empresas sem estrutura operacional compatível, o que levanta suspeitas sobre possível uso de companhias de fachada para ocultação financeira.

O material reunido pela Polícia Federal segue sob análise do STF e integra uma investigação mais ampla sobre suposto esquema de corrupção e fraudes tributárias envolvendo empresas do setor de combustíveis no país.

Foto: Edilson Rodrigues/ Agencia Senado

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