O mercado financeiro brasileiro voltou a operar em queda nesta terça-feira (19), com o Ibovespa recuando 1,52% e encerrando o pregão aos 174.279 pontos, menor patamar desde o fim de janeiro. O dólar também avançou, com alta de 0,85%, sendo cotado a R$ 5,04.
O movimento negativo foi influenciado por um conjunto de fatores domésticos e internacionais. No cenário interno, investidores acompanharam o aumento da tensão política e eleitoral, após pesquisas apontarem avanço do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em simulações de segundo turno, enquanto a oposição, incluindo o senador Flávio Bolsonaro, aparece sob maior pressão após novos desdobramentos envolvendo investigações e repercussões no sistema financeiro.
O mercado também reagiu a informações relacionadas ao setor bancário e ao caso do Banco Master, que segue no centro de investigações e discussões políticas. O cenário aumentou a percepção de risco entre investidores, afetando ativos brasileiros.
No campo econômico, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, voltou a afirmar que não há risco sistêmico no sistema financeiro, apesar das investigações em andamento. A declaração buscou reduzir preocupações no mercado, mas não foi suficiente para reverter o desempenho da bolsa.
No exterior, as incertezas geopolíticas no Oriente Médio continuaram influenciando os mercados globais. As tensões envolvendo Estados Unidos e Irã mantiveram o clima de cautela entre investidores, com impacto sobre commodities como o petróleo e sobre bolsas internacionais.
Em Wall Street, os principais índices encerraram o dia em queda, pressionados por ações de tecnologia e expectativa sobre juros. Já na Europa e em parte da Ásia, o desempenho foi mais positivo, com recuperação parcial após dias de volatilidade.
Com o cenário mais instável, investidores adotaram postura defensiva, o que ampliou a pressão sobre o mercado acionário brasileiro e manteve o Ibovespa em trajetória de baixa no pregão.
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