

Em viagem ao Recôncavo, a pré-candidata a deputada federal pela Bahia Maria Marighella tem participado de atividades marcadas pela valorização da memória, da cultura negra e da luta por reparação histórica. Em Santo Amaro, Maria esteve no Bembé do Mercado, considerado o maior candomblé de rua do Brasil e símbolo de resistência do povo negro e das religiões de matriz africana.
Durante a celebração dos 137 anos do Bembé, Maria destacou a importância histórica e política da manifestação, criada por João de Obá como um marco de celebração da liberdade do povo negro a partir de suas próprias tradições, saberes e formas de expressão cultural. “Santo Amaro mantém viva, há mais de um século, uma celebração ininterrupta construída pelo povo preto e afirmou que o 14 de maio segue sendo também um chamado à luta contra o racismo estrutural e pela construção de políticas de reparação, igualdade e garantia de direitos”, destacou Maria.
Na manhã desta quarta, Maria esteve em Cachoeira, para participar do lançamento do livro “Reparação: memória e reconhecimento”, organizado pela historiadora e professora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia ( UFRB) Luciana Brito em parceria com o Instituto Ibirapitanga. Realizado no Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL) da UFRB, o encontro integrou a programação do 14 de maio, data que simboliza o primeiro dia do pós-abolição da escravidão no Brasil, reunindo artistas, intelectuais, lideranças quilombolas, pesquisadores e movimentos sociais em torno do debate sobre memória, justiça histórica e reparação da população negra.
Foto: Rhana Rosa



