

O dólar encerrou esta terça-feira praticamente estável diante do real, contrariando o movimento observado no mercado internacional, onde a moeda norte-americana avançou frente a outras divisas em meio às incertezas envolvendo as negociações entre Irã e Estados Unidos.
No mercado à vista, o dólar fechou em leve alta de 0,08%, cotado a R$ 4,8949. Apesar da estabilidade no dia, a moeda norte-americana ainda acumula queda de 10,82% em 2026 frente ao real.
Já o dólar futuro para junho, o contrato mais negociado na B3, subiu 0,12%, encerrando o dia aos R$ 4,9180.
No mercado comercial, a cotação ficou em:
O cenário externo continuou pressionando os mercados após sinais de enfraquecimento das expectativas de um acordo para encerrar os conflitos envolvendo o Irã. O aumento das tensões geopolíticas reforçou a busca global por ativos considerados mais seguros, como o dólar.
Além disso, investidores seguem atentos à política monetária dos Estados Unidos. A expectativa predominante é de que o Federal Reserve (Fed) mantenha os juros elevados por mais tempo para conter a inflação.
Dados divulgados nesta terça mostraram que o índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA subiu 0,6% em abril. No acumulado de 12 meses, a inflação americana atingiu 3,8%, acima da expectativa do mercado, que previa alta anual de 3,7%.
Segundo Nickolas Lobo, especialista em investimentos da Nomad, os números indicam que as pressões inflacionárias estão se espalhando por diferentes setores da economia, indo além do impacto causado pela energia.
No Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,67% em abril na comparação mensal. Em 12 meses, a inflação brasileira chegou a 4,39%, resultado próximo das projeções do mercado
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