

O custo dos alimentos essenciais voltou a subir em todo o país, com aumento registrado nas 27 capitais brasileiras em março e abril de 2026, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Esta é a segunda alta consecutiva no período analisado.
De acordo com o estudo, as maiores variações mensais ocorreram em capitais como Porto Velho, Fortaleza, Cuiabá, Boa Vista, Rio Branco e Teresina. Já entre os maiores valores absolutos da cesta básica, São Paulo lidera o ranking, seguida por Cuiabá, Rio de Janeiro e Florianópolis.
Na outra ponta, os menores custos foram registrados principalmente em capitais do Norte e Nordeste, como Aracaju, São Luís, Maceió e Porto Velho, onde a composição da cesta básica difere da adotada em outras regiões.
Em Salvador, o impacto também foi sentido. A capital baiana registrou aumento de 7,14% no custo da cesta básica na comparação anual entre abril de 2025 e abril de 2026, figurando entre as maiores altas do país. O resultado coloca Salvador como um dos destaques no cenário nacional de encarecimento dos alimentos.
No acumulado, o levantamento mostra que o custo da cesta básica subiu em 18 capitais e caiu em outras nove. Apesar de algumas retrações pontuais em cidades como São Luís e São Paulo, o movimento geral é de pressão inflacionária sobre os alimentos essenciais, afetando diretamente o orçamento das famílias brasileiras.
Fotos: Jean Vagner/Ascom SEI