O dólar encerrou o pregão desta quinta-feira praticamente estável no Brasil, refletindo um dia de forte oscilação influenciado principalmente pelas notícias sobre a guerra no Oriente Médio e pelas incertezas no cenário internacional.
O dólar comercial fechou com leve alta de 0,05%, cotado a R$ 4,9230. Ao longo do ano, a moeda norte-americana acumula queda de 10,31% frente ao real.
No mercado futuro, o contrato mais líquido de junho na B3 recuou 0,15%, sendo negociado a R$ 4,9450 no fim da sessão.
Oscilação ao longo do dia
Durante a manhã, o dólar chegou a cair, atingindo mínima de R$ 4,8958 (-0,51%) às 9h53, impulsionado por notícias iniciais de possível avanço em negociações entre Estados Unidos e Irã para uma trégua parcial no conflito.
Mais tarde, a moeda voltou a subir após novas informações indicarem incertezas sobre um possível acordo, especialmente diante de tensões envolvendo o Estreito de Ormuz e movimentações militares relatadas na região.
Na máxima do dia, às 14h34, o dólar chegou a R$ 4,9324 (+0,23%), antes de perder força novamente e encerrar próximo da estabilidade.
Geopolítica segue no centro das atenções
O mercado reagiu a relatos de que Estados Unidos e Irã discutem um possível entendimento temporário para reduzir confrontos, sem avançar para um acordo de paz definitivo. O foco estaria em um memorando de curto prazo, com diferenças ainda relevantes, especialmente sobre o programa nuclear iraniano.
Reportagens também indicaram discussões sobre operações ligadas à segurança de rotas marítimas estratégicas, como o Estreito de Ormuz, o que aumentou a volatilidade global.
Reflexos no mercado internacional e no Brasil
O índice do dólar, que mede o desempenho da moeda frente a outras seis divisas globais, subiu 0,11%, a 98,153 pontos, indicando leve fortalecimento internacional.
No Brasil, o mercado também acompanhou a agenda política externa, incluindo a reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Donald Trump, em Washington. Segundo declarações oficiais, o encontro teve tom positivo, mas não trouxe impactos imediatos para o câmbio.
Com isso, o dia terminou marcado por cautela, volatilidade e forte influência de fatores geopolíticos sobre o comportamento do dólar.