

O senador Jaques Wagner (PT-BA) classificou como um “absurdo” e um grave desrespeito à Constituição a rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista ao radialista Mário Kertész, nesta quarta-feira (6), Wagner enfatizou que a indicação é uma prerrogativa do Presidente da República, um dispositivo histórico que acabou manchado por interesses políticos. “O papel do Senado não é dizer se gosta ou não do indicado. A sabatina existe para verificar a reputação ilibada e o notório saber jurídico, requisitos que Messias demonstrou ter de sobra”, afirmou.
Para o senador, o processo se tornou um palco de antecipação eleitoral, que sacrificou a trajetória de um “jovem promissor” em meio a uma tentativa de impor derrota política ao governo do presidente Lula. “Os senadores e senadoras não ganharam nada com o que aconteceu. A prática apenas gerou constrangimento ao indicado, estabelecendo um conflito entre os Poderes. Quando o ex-presidente indicou seus ministros, fiz minha parte para aprovar os nomes, pois entendo que a prerrogativa é de quem governa”, disse Wagner.
O líder do governo também repudiou especulações “levianas” sobre seus diálogos com parlamentares da oposição e esclareceu que a conversa é essencial para viabilizar projetos de interesse nacional. “Para aprovar a matéria do presidente Lula, preciso conversar com muita gente. Depois do revés, em vez de buscar a solução, alguns preferem buscar culpados”, desabafou.
Wagner concluiu o bate-papo dizendo que mantém a total confiança do presidente Lula e que o episódio, apesar de triste para a história do Senado, não impede o governo de exercer suas funções e defender a racionalidade das instituições.
Foto: Rafael Nunes / JW



