quarta, 06 de maio de 2026
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MAIO AMARELO: ANESTESIOLOGISTAS GANHAM PROTAGONISMO NO ATENDIMENTO A VÍTIMAS DE ACIDENTES DE TRÂNSITO

João - 06/05/2026 05:00 - Atualizado 06/05/2026

Em meio à campanha do Maio Amarelo, movimento internacional de conscientização para a redução de sinistros de trânsito, os dados mais recentes reforçam a dimensão dos acidentes no Brasil e a importância da estrutura hospitalar para salvar vidas. Em 2025, o país registrou 72.483 ocorrências em rodovias federais, com 6.044 mortes e mais de 83 mil feridos, uma média de 16 óbitos por dia.

Grande parte das vítimas chega aos hospitais em estado grave, exigindo resposta rápida e altamente especializada. “Em situações de trauma, como acidentes automobilísticos, somos fundamentais para estabilizar o paciente, controlar a dor e viabilizar procedimentos que salvam vidas. A anestesiologia garante as condições clínicas necessárias para que o paciente enfrente uma cirurgia, muitas vezes em estado crítico e com múltiplas lesões”, explica o anestesiologista e diretor de Tecnologia e Informação da Coopanest-BA, César Fontenelle.

A administração da anestesia nessas situações é desafiadora e exige decisões ágeis e adaptação constante. “A redução de complicações torna-se prioridade máxima. Mesmo diante das limitações impostas pelo caráter imprevisto da situação, são adotadas estratégias para minimizar riscos. A expertise clínica e o conhecimento aprofundado permitem ajustes precisos, de acordo com as condições do paciente”, ressalta Fontenelle.

Segundo o médico, a complexidade da anestesia em emergências também envolve o monitoramento contínuo das funções vitais durante todo o procedimento. “A rápida resposta a qualquer sinal de instabilidade é essencial, garantindo intervenção imediata em caso de complicações. Nesse contexto, tecnologias avançadas de monitoramento oferecem uma visão contínua e detalhada do estado do paciente”, afirma.

Além disso, a comunicação entre os membros da equipe cirúrgica é decisiva para o sucesso do atendimento. “A coordenação entre cirurgiões, enfermeiros e anestesiologistas assegura uma abordagem integrada, mantendo a segurança e o bem-estar do paciente como prioridade”, pontua.

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