

Com demanda crescente e consumidores mais exigentes, setor aposta em tecnologias como o piercímetro para elevar padrões de precisão, biossegurança e profissionalização
Os piercings seguem como um dos acessórios mais populares no universo da estética, atravessando gerações e tendências. Por ano, esse mercado movimenta cerca de R$ 218 milhões no Brasil. No entanto, por trás da popularidade, ainda existe um ponto crítico pouco explorado: a segurança no processo de perfuração.
Dados do National Institute of Health indicam que entre 15% e 30% das perfurações podem apresentar complicações, muitas delas associadas a falhas em etapas iniciais do procedimento, como a marcação da pele.
Tradicionalmente, essa etapa depende de métodos manuais e materiais como canetas, palitos ou marcadores improvisados, que nem sempre garantem precisão ou esterilidade. O resultado pode comprometer não apenas a estética final, mas também aumentar os riscos de contaminação cruzada, infecções, alergias e cicatrizações inadequadas.
Foi a partir dessa lacuna que surgiu o Piercímetro, um marcador corporal desenvolvido pela enfermeira Jaqueline Luquini, com foco em biossegurança e padronização do procedimento.
O dispositivo possui uma estrutura desmontável, que permite esterilização completa, incluindo áreas internas, um diferencial importante em relação a ferramentas convencionais. A proposta é eliminar resíduos invisíveis e reduzir significativamente os riscos de infecção.
Além da segurança, o equipamento também atua diretamente na precisão da perfuração. Com controle de medidas que variam entre 4 mm e 20 mm, o Piercímetro permite uma marcação mais exata, reduzindo a margem de erro humano e garantindo maior simetria, fator essencial principalmente em composições estéticas com múltiplos piercings.
Para Jaqueline, o avanço técnico acompanha uma mudança no comportamento do consumidor.
“Hoje, o cliente não busca apenas estética. Existe uma preocupação crescente com segurança, com o processo e com a experiência como um todo”, afirma.
A profissional também destaca que, antes do desenvolvimento do dispositivo, ferramentas como o paquímetro convencional eram utilizadas, mas apresentavam limitações importantes.
“Não era possível esterilizar completamente. Isso exigia adaptações no processo e aumentava o risco de contaminação”, explica.
Nesse cenário, a chamada perfuração humanizada, abordagem que prioriza controle da dor, técnica e biossegurança, ganha espaço e se consolida como tendência no setor.
Mais do que um acessório, o piercing passa a ser entendido como um procedimento que exige conhecimento técnico e protocolos rigorosos. E, nesse novo contexto, soluções como o Piercímetro apontam para um futuro mais seguro, preciso e profissionalizado para o mercado.
Crédito: piercing lab



