

A diferença salarial entre homens e mulheres voltou a aumentar no Brasil e atingiu 21,3% no setor privado, segundo dados do 5º Relatório de Transparência Salarial divulgado pelo governo federal nesta segunda-feira (27).
De acordo com o levantamento, as mulheres seguem recebendo, em média, menos que os homens, mesmo com a vigência da Lei nº 14.611, que estabelece igualdade de remuneração para funções equivalentes. O estudo mostra que a desigualdade cresceu desde 2023, quando a diferença no rendimento médio era de 20,7%.
No salário mediano de admissão, a disparidade também aumentou, passando de 13,7% para 14,3% no período analisado.
Apesar disso, houve avanço na participação feminina no mercado de trabalho, com crescimento de 11%, incluindo maior inserção de mulheres negras e pardas.
O relatório aponta ainda diferenças regionais. Estados como Acre e Piauí apresentam menor desigualdade, enquanto Espírito Santo, Rio de Janeiro e Paraná registram os maiores níveis de disparidade salarial.
Os dados têm como base informações da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e consideram cerca de 53,5 mil empresas com 100 ou mais funcionários. Segundo o estudo, o salário médio no setor privado é de R$ 4.594,89, enquanto o salário mediano de contratação é de R$ 2.295,36.
Também houve aumento no número de empresas que afirmam promover mulheres, passando de 38,8% para 48,7%. Já iniciativas voltadas à contratação de mulheres com deficiência, LGBTQIA+ e chefes de família permaneceram estáveis.
A legislação em vigor determina que empresas com mais de 100 empregados adotem medidas como transparência salarial, fiscalização contra discriminação, canais de denúncia e ações de capacitação para reduzir as desigualdades.
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