

Em entrevista ao jornalista Casemiro Neto, na Rádio Metrópole, o deputado federal Afonso Florence fez duras críticas à condução da saúde pública na capital baiana, responsabilizando as gestões de ACM Neto e do prefeito Bruno Reis pelos problemas enfrentados pela população. “A gestão da saúde de Salvador é péssima. O governo ACM Neto e o governo Bruno Reis têm sido incompetentes, irresponsáveis com a população de Salvador”.
Florence publicou nas redes sociais, no domingo (26), o trecho da entrevista e ancorou sua análise no que determina a Lei nº 8.080 de 1990 e nos processos de contratualização firmados a partir de 2006, que consolidaram Salvador como gestão plena do SUS — condição que atribui ao município a responsabilidade integral pela organização da rede. Segundo ele, há descumprimento dessas obrigações legais, com impactos diretos no atendimento à população.
De acordo com o parlamentar, cerca de 40% da população segue sem cobertura de atenção básica, o município não conta com policlínicas em funcionamento, enfrenta limitações no acesso a diagnóstico e dispõe de apenas dois hospitais próprios. Ele destacou ainda que Salvador é o único município da Bahia que não participa da gestão de policlínicas, mesmo com o Estado mantendo duas unidades na capital.
“O município não tem atenção básica suficiente, não tem diagnóstico, não tem policlínica e só tem dois hospitais. Isso penaliza quem mais precisa”, afirmou.
Afonso também comparou o ritmo de implantação de equipamentos em Salvador com o de outros municípios, citando Camaçari como exemplo. Segundo ele, uma policlínica captada no Novo PAC, em 2024, no município já está em fase de entrega, enquanto a unidade anunciada para Salvador no mesmo período ainda não saiu do papel.
Outro ponto destacado foi a oferta de maternidades. O deputado observou que Salvador inaugurou recentemente uma unidade, embora a necessidade desse equipamento esteja prevista desde os acordos firmados no âmbito do SUS. Para ele, o número ainda é insuficiente diante da demanda da cidade e inferior à estrutura disponibilizada pelo Governo do Estado.
Ao traçar um paralelo com a atuação estadual, Afonso afirmou que o Governo da Bahia tem ampliado a rede de saúde na capital, com investimentos em hospitais e serviços especializados. “O Estado tem 22 hospitais em Salvador, enquanto o município tem apenas dois. Mesmo assim, a prefeitura insiste em criticar. A realidade mostra quem está fazendo e quem não está”, disse.
Para o deputado, o cenário não decorre da falta de recursos, mas de falhas na condução administrativa. “Não é falta de recurso. É falta de gestão, responsabilidade e compromisso com o povo”, concluiu.
Foto – Reprodução/Rádio Metropole



