

O jornalista e escritor Carlos Ribeiro lança, na próxima quinta-feira (30), às 17h, na Academia de Letras da Bahia (ALB), o livro Noites desertas, que reúne os romances “O chamado da noite” e “A noite de José”. O evento é aberto ao público e será realizado na sede da instituição, localizada na Avenida Joana Angélica, no bairro de Nazaré, em Salvador.
Publicada pela editora Solisluna, a obra apresenta narrativas marcadas por memórias e sonhos, convidando o leitor a revisitar experiências e subjetividades. Segundo o autor, o lançamento concretiza um projeto idealizado há quase três décadas.
“São duas obras que, juntas, proporcionarão ao leitor uma compreensão mais apurada deste tempo desafiador que vivemos, marcado pela condição solitária do homem urbano”, afirma Ribeiro.
“O chamado da noite”, primeiro romance do autor, foi publicado originalmente em 1997, com tiragem limitada que se esgotou rapidamente. Já “A noite de José”, escrito na sequência, permaneceu inédito até esta publicação.
A nova edição conta com projeto gráfico da Solisluna e capa assinada pelo artista plástico Enéas Guerra. A obra reforça características marcantes da escrita de Ribeiro, como o lirismo e o uso do fluxo de consciência, técnica que reproduz o ritmo dos pensamentos.
Na apresentação original de “O chamado da noite”, a professora Lígia Guimarães Telles, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), destacou a inserção do autor na tradição literária que retrata o indivíduo no cotidiano urbano. Segundo ela, a narrativa extrai das vivências em Salvador uma construção poético-narrativa que remete a autores como Charles Baudelaire e Edgar Allan Poe.
A professora também ressaltou o ritmo dinâmico da leitura, marcado pela exploração de desejos, medos e frustrações, além da alternância entre memória e imaginação.
Tema de estudos acadêmicos, o romance representou, segundo o próprio autor, um avanço significativo em sua trajetória literária. Já “A noite de José” mantém unidade estética e temática com a obra anterior, ambientada em uma Salvador das décadas de 1960 e 1970, com forte atmosfera nostálgica.
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