

A megafusão bilionária entre a Warner Bros. Discovery e a Paramount deu mais um passo decisivo nesta quinta-feira, 23. O acordo recebeu a aprovação da maioria dos acionistas da Warner, que se mostraram favoráveis à venda integral da companhia.
A proposta havia sido assinada em fevereiro deste ano, após meses de negociações que também envolveram a Netflix. A empresa chegou a participar da disputa, mas optou por não aumentar sua oferta e deixou a negociação.
Ao todo, incluindo dívidas, a proposta liderada por David Ellison chega a cerca de US$ 110 bilhões (aproximadamente R$ 545 bilhões), com pagamento de US$ 31 por ação.
Fusão pode criar gigante global do entretenimento
A operação deve resultar em um dos maiores grupos de entretenimento do mundo, reunindo marcas como HBO, DC Comics, além de franquias como Harry Potter e Game of Thrones.
A expectativa é que o novo conglomerado alcance uma base de cerca de 200 milhões de assinantes, com potencial para impactar o mercado global de entretenimento e streaming.
A negociação entre Warner, Netflix e Paramount foi marcada por idas e vindas desde o fim de 2025. Inicialmente, a Netflix apresentou uma proposta para adquirir parte dos ativos da Warner, com foco em estúdios e streaming.
Na sequência, a Paramount entrou na disputa com uma oferta mais ampla, incluindo a compra de toda a empresa e de seus canais de TV, passando a liderar o processo.
Após meses de negociação, a Warner considerou a proposta da Paramount superior e deu prazo para que a Netflix cobrisse o valor, o que não ocorreu.
O que está em jogo na operação
Além do valor bilionário, a fusão envolve ativos estratégicos. A proposta da Paramount inclui todo o grupo Warner Bros. Discovery, com marcas como a CNN, a HBO e outras redes de TV a cabo.
Com a aprovação do acordo, a família Ellison deve passar a controlar importantes marcas do jornalismo nos Estados Unidos, como a CBS News, o programa 60 Minutes e a CNN.
A incorporação também deve ampliar a base de assinantes da Paramount e fortalecer sua presença em cinema, televisão e plataformas digitais.
Analistas avaliam que a fusão pode resultar em um grupo com catálogo mais robusto, maior poder de negociação e mais recursos para produção de conteúdo.
Próximos passos
Apesar do aval dos acionistas, a conclusão da megafusão ainda depende da aprovação de órgãos reguladores dos Estados Unidos, que irão analisar os impactos da operação sobre a concorrência e a concentração no setor de mídia.
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