

Servidoras da Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) e da Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador) participaram, nesta quinta-feira (16), da roda de conversa “Você não está sozinha”, uma iniciativa conjunta entre a Semob e a Secretaria de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ).
O encontro, realizado no auditório da Semob, no Caminho das Árvores, teve como objetivo fortalecer a rede de apoio a mulheres vítimas de violência e capacitar servidoras municipais como multiplicadoras de informações sobre os canais de denúncia e acolhimento em Salvador.
A ação integra um calendário de atividades que a Semob desenvolve em parceria com a SPMJ, incluindo projetos como o “Mulheres no Volante”, programa da Prefeitura que visa promover a equidade de gênero no setor de transporte, incentivando a inclusão de mulheres tanto na condução de ônibus do BRT quanto em outras áreas operacionais e administrativas do sistema de transporte urbano.
A coordenadora de Sistemas Inteligentes da Semob, Taline Costa, afirmou que o foco da roda de conversa foi criar um ambiente seguro dentro da administração pública.”Já promovemos algumas palestras aqui, em parceria com a SPMJ, justamente com esse foco de conscientização. Hoje, especificamente, realizamos uma roda de conversa com as mulheres com o objetivo de promover um espaço de diálogo e de entendimento sobre o tema da violência contra a mulher, além de manter um canal aberto para que essas servidoras possam procurar tanto a Secretaria quanto os pontos focais existentes em cada órgão da Prefeitura vinculados a essa pauta em casos de violência”, disse.
A equipe técnica do Centro de Referência de Atendimento à Mulher Loreta Valadares (CRAM) mediou a conversa. A supervisora da unidade, Yasmin Mendes, enfatizou que o diálogo em ambientes de trabalho é fundamental, pois muitas mulheres não conseguem identificar que estão inseridas em um ciclo de violência doméstica. A temática também é debatida em outros espaços.
“Também atuamos em outras secretarias, visitamos instituições e desenvolvemos atividades internas. Com frequência, promovemos essas ações externas. Sempre que estamos nesses espaços, buscamos oferecer um ambiente de acolhimento e escuta. Levamos informações, mas também estamos abertas para ouvir as vivências de cada mulher”, afirmou.
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