

Apesar de classificar como importante e necessária a inauguração de uma maternidade e hospital para crianças em Salvador, a vereadora Aladilce Souza (PCdoB) ironizou o fato de ser a primeira obra do gênero entregue pelo “grupo carlista” no Município, já na quarta gestão ininterrupta à frente da administração, além de alguns períodos anteriores. “O grupo do prefeito Bruno Reis e do ex-prefeito ACM Neto levou 14 anos na gestão e só agora entrega à população da capital baiana um equipamento tão demandado para a rede pública de saúde, a primeira maternidade municipal em 477 anos. E nem foi construção, foi adaptação de um hospital já existente”, comentou.
Autora da Lei Maternidade Certa, que assegura às gestantes o direito de saber, durante o pré-natal, onde vão parir seus filhos, Aladilce observa que de acordo com a Lei 8080, que regulamenta o SUS, o município de Salvador está enquadrado na condição de Gestão Plena, desde 2006. Ou seja, é responsável por garantir a atenção à saúde de maneira integral, em todos os níveis de complexidade, desde a vacinação até a cirurgia cardíaca, seja assistindo diretamente ou contratando serviços da rede privada.
Prioridade
Em contraponto com a falta de prioridade manifestada pela gestão municipal para investimentos na ampliação da rede de atenção, a vereadora, que é enfermeira e mestre em Saúde Coletiva, professora da UFBa, aponta que o Governo do Estado aplicou cerca de R$ 800 milhões na capital, de 2023 até o momento, em obras na área de saúde.
“Não fossem as 13 maternidades que o governo do estado mantém em Salvador, nós estaríamos em má situação. É preciso deixar claro que não houve prioridade das seguidas gestões. Há necessidade de mais leitos de maternidade para a população, mas a prefeitura nunca priorizou, apesar de ter recebido quase R$710 milhões de transferência do governo Federal para financiar a atenção à saúde da população de Salvador”, acrescentou.
Foto: Marcelle Bittencourt/Metropress



