

Segundo dados da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) a Bahia enfrenta sofre com um aumento de 185% nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados pelo vírus Influenza. Entre 1º de janeiro e 27 de março, o estado contabilizou 1.732 registros da doença e 62 óbitos.
O diretor de Vigilância Sanitária da Sesab Ramon Saavedra, em entrevista ao portal A Tarde, disse que o momento de alta na contaminação vem decorrente do calendário natural do vírus.
“O aumento observado está diretamente relacionado à intensificação da circulação do vírus Influenza, especialmente associada ao seu comportamento sazonal, com um padrão de predomínio nesse período do ano (outono/inverno)”, explica.
Embora o número de casos assuste, especialistas descartam, por ora, a presença de uma variante mais letal. O problema reside na vulnerabilidade dos hospedeiros. Segundo Ramon, a vacinação é a barreira principal contra o agravamento.
Os grupos mais vulneráveis, que têm maior risco de evolução para SRAG, são idosos, crianças, gestantes e pessoas com comorbidades
Apesar da pressão sobre os prontos-atendimentos, a Vigilância Epidemiológica afirma que a rede de saúde ainda possui capacidade de absorção. Ramon destaca que as medidas atuais focam no fortalecimento da rede sentinela e no estímulo ao uso oportuno do antiviral.
“O cenário exige atenção e monitoramento contínuos, mas até o momento não há risco de sobrecarga”, garante o diretor.
Entre as medidas adotadas estão o fortalecimento da vigilância, ampliação da testagem, uso de antivirais e intensificação da vacinação. “O foco é reduzir casos graves, interromper a transmissão e qualificar a resposta assistencial”, completa.
Guia de saúde: como enfrentar a Influenza
Quais são os sintomas principais?
Não espere a melhora espontânea se surgirem os seguintes sinais:
Como se prevenir?
Especialistas são unânimes: a vacinação é a principal forma de evitar casos graves. Além disso, outras medidas são fundamentais:
Foto: SHIRLEY STOLZE