

A Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), rebate as informações publicadas na última quarta-feira (1º) pelo governo estadual, esclarecendo que a revisão do fluxo de avaliação vascular nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) não representa qualquer interrupção do atendimento à população, mas sim o ajuste de um procedimento complementar que não integra as atribuições diretas dessas unidades.
A SMS destaca que as UPAs são voltadas ao atendimento de urgência e emergência, com foco na estabilização clínica dos pacientes e no encaminhamento regulado para unidades hospitalares. A chamada avaliação vascular especializada não faz parte desse escopo assistencial, tendo sido incorporada pelo município de forma adicional, como uma colaboração à dinâmica estadual de regulação, com o objetivo de dar maior agilidade à liberação de leitos.
No entanto, a experiência prática demonstra que essa medida não tem surtido o efeito esperado. Mesmo com a realização da etapa complementar, centenas de pacientes seguem aguardando transferência para unidades hospitalares, já regulados e com indicação de internação. Atualmente, 327 pacientes permanecem nas UPAs municipais nessa situação, incluindo casos vasculares.
Ou seja, são pacientes que já foram atendidos e estabilizados pelas equipes municipais, mas que continuam ocupando leitos de urgência por dependerem da disponibilidade de vagas hospitalares sob gestão estadual. O cenário evidencia que o entrave não está na etapa complementar realizada pelo município, mas na oferta de leitos para continuidade do cuidado.
Diante disso, a SMS optou por revisar fluxos que não fazem parte das atribuições diretas das UPAs e que, na prática, não têm contribuído para reduzir o tempo de espera por internação, mantendo o foco naquilo que é essencial para o funcionamento dessas unidades.
A Prefeitura reforça que o atendimento à população segue garantido, com acolhimento, estabilização e inserção dos pacientes no sistema de regulação, conforme preconiza o SUS. Destaca ainda que o pleno funcionamento da rede de urgência e emergência depende da atuação integrada entre Município e Estado, especialmente no que se refere à disponibilização oportuna de leitos hospitalares.
Por fim, a Secretaria Municipal da Saúde reafirma seu compromisso com a transparência, a responsabilidade na gestão pública e a qualidade da assistência, e informa que seguirá em diálogo com a Secretaria Estadual da Saúde da Bahia (Sesab) para a construção conjunta de soluções que garantam maior eficiência no atendimento à população.
Fotos: Betto Jr. / Secom PMS